<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778</id><updated>2011-09-28T10:58:16.073-07:00</updated><category term='Diário'/><category term='poesia'/><category term='Crítica'/><category term='poema'/><category term='Conto'/><category term='Texto'/><category term='prosa'/><category term='Changeling'/><title type='text'>Um novo mundo para novas letras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-5332876795227640371</id><published>2011-03-02T22:29:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T22:32:07.344-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Se um aluno erra, quem deve ser punido é o aluno e BASTA.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Texto comentário referente a: http://me.lt/4Gz1 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Que é sobre o seguinte texto: http://me.lt/4Gz9 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;E Sinceramente, Senho Provocador, o termo correto É TROLL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Olá senhor provocador&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Eu diria um nome sugestivo para um blog. Ok, iremos testar agora o quanto é a sua vez de ser provocado e se suporta a própria provocação. Obviamente irá limar o meu comentário, bem, pelo menos tenho fé de que não o faça. Já que quem gosta de provocar deve estar sujeito a aceitar o resultado da provocação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Sofro um estranhamento profundo a respeito de como trata o sexo logo no início do texto, algo como ato sumário. Cá entre nós, há um que de moralismo nessa parte, bem, pelo menos boa parte do seu texto isso permeia o conteúdo do seu texto. Talvez para valorizar e aumentar a capacidade provocativa você retorna um modelo moral e ético que reinava sim no século XIX. Não, não o estou ofendendo, estou apenas apontando a origem do seu pensamento, assim como a classificação de que a sociedade brasileira (creio eu que é dessa que estamos falando, quando tratamos da realidade desses alunos) é machista, origina-se também senão desse período, pelo menos algo que recorre até os anos dourados da produção canavieira no Brasil, aonde uma elite utilizava um padrão patriarcal, do qual há a origem mais clara do machismo que temos como resquício. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Mas gostaria de salientar, com um certo cuidado, que o "demônio mora nos detalhes" (isso é só uma máxima, nada mais do que isso). A sociedade brasileira vem, cada vez mais, com uma característica de orientação matriarcal, onde regiões no Brasil possuem certa de 35% de famílias dirigidas por mulheres que trabalham fora. Problema que isso gera? Bem, se a mãe for aquela tipicamente solteira terá que deixar o filho com alguma profissional, ou não tão profissional assim, ou reza para que ele se cuide sozinho, se já tiver idade para isso. Porém, isso se deve, CLARAMENTE, a uma situação macro econômica que percorre toda a sociedade mundial, uma necessidade cada vez mais crescente de mão de obra, que não pode se reter apenas a uma questão de gênero, ou pior, a uma condição natural de mãe. Há um problema que isso gera, é óbvio, que a mulher, que historicamente foi o pilar da educação, passou a relegar a essa função a terceiros, pior ainda, que a educação não se tornou aquilo que terminava aos 6 anos da criança, mas sim que perduraria até pelo menos aos 18 anos, pois a sociedade, cada vez mais industrializada e mecanizada, precisaria de profissionais capacitados para operar máquinas cada vez mais complexas e cheias de um valor agregado social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;A educação no meio disso tudo? No meio desse caos social? Se tornou parte do Estado, no qual se torna responsável em gerir a educação, não de 1 família, mas de milhares, em um espaço de 11 anos (se tudo correr bem para a criança-adolescente e a mesma não vir a repetir). Mas a criança que chega ao corpo da escola, no entanto, é uma criança com experiências, vivências próprias e, se tiver origem pobre quase certo com um histórico contubardo na família, muitas das vezes carente de afeto e atenção que não teve no decorrer dos seus primeiros anos devido a situação macro econômica explicada acima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Então, não é de se estranhar, obviamente, que a criança passe a enxergar na escola, não apenas um papel de um local de saber, mas como a continuação da sua casa. Por esses fatores, muitos educadores lançam mão, especialmente aqueles relacionados a educação infantil, de um método de se afeiçoar ao discente, para conquistá-lo pelo coração e atrair a sua atenção para o objetivo da matéria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Porém, amor sem limites se torna libertinagem. E aí é que mora o perigo, senhor provocador. O Estado, com o seu papel devido de regulador da situação da escola, passa uma série de cobranças que servem a um modelo macro econômico facilmente conhecido pela sigla FMI e outros interesses internacionais. Para cumprir essas metas educacionais, metas essas que servem para medir o desenvolvimento de um país, procura limitar as ações da escola e promove, em muitos estados brasileiros, verdadeiras formas de promoção automáticas. Claro que nenhum Estado brasileiro irá afirmar isso, mas quando para se ter um aumento para os professores, a escola é obrigada a reprovar, no máximo 3 alunos por turma, fica claro qual é o papel da escola: máquina de exército de reserva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Mas a "pouca vergonha" não termina por aí. A escola também se vê acuada, pois com tantas cobranças que são passadas a elas, ela mesma é completamente desassistida pelo Estado. Seja não repassando verbas para melhorar a condição da parte física da escola, seja não promovendo subsídios para que retome a autoridade do professor em sala. Sim, pois no seu tempo, se houvesse uma briga, seja com quem fosse, o professor poderia apartar a briga, segurando o braço de um e de outro e levando direto para a secretaria. No entanto, hoje em dia é proibido ao professor sequer se envolver em qualquer briga de aluno. Motivo? Se em algum momento, ele encostar no aluno e isso vir a feri-lo ele é capaz de aparecer nos jornais locais como o pior vilão de toda a história, mais ou menos como você descreve nesse texto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Bem, imaginemos que através de alguns poderes mágicos que aqui não valem ser descritos, o professor fosse capaz de levar os brigões, ou como descrito no seu caso, os dois amantes voyeuristas, para a autoridade máxima em uma escola, no caso a diretora da unidade escolar. O que ela poderia fazer? No máximo chamar os responsáveis por aquele aluno, pedir para que não fizesse isso e PONTO. Ainda acho de uma imensa coragem ela ter conseguido expulsar os alunos, pois, se fosse em alguns colégios, onde o crime impera aos olhos vistos da sociedade, se a diretora expulsasse os alunos ela poderia ser ameaçada de morte, como já vi acontecer. Isso ocorrer, pois há outras transformações na sociedade, em que o Estado, ao tentar diminuir os seus gastos públicos retira da folha de pagamento a sua palavra mágica chamada Superávit primário, as custas de uma segurança deficitária, em que muitos oficiais são levados a criminalidade para sustentar a sua família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Não quero aqui dá uma de advogado de pobre e dizer que tudo é por conta de uma sociedade que assim está por conta de um capitalismo voraz e selvagem, no entanto, não há como descolar um processo do outro. Não podemos, apenas pela provocação, apontarmos um erro e lançarmos a polemus, em busca de uma provocação que não gera nada mais que revolta e consternação. A palavra e o conhecimento não podem estar reduzidos em uma situação tão pobre de sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Voltando, então, para a situação do professor, assim como da própria escola. Não acredito que em uma reunião, em apenas uma reunião, demitisse todo um corpo de profissionais, apenas por isso. No mínimo seria uma tolice, já que esses mesmos profissionais passaram boa parte uma experiência em tentativa de construir uma escola, usando as próprias ferramentas e métodos que seriam de melhor uso para si. Em acréscimo não acredito que foi de todo errado a situação da escola ao expulsar os alunos da escola. Acrescentaria apenas aí o dedo da justiça e avisaria aos cargos competentes o que houve e relataria aquilo que teria ouvido, assim, isentando-se da culpa. Sim, isentando-se, pois no final das contas foram eles que promoveram a tal atitude de fazer sexo sendo filmado e com consentimento de ambos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Por fim, ao contrário do que o seu título do post no blog indica, eu não puniria os professores, nem a escola e nem a direção, mas sim o aluno, pois se todo erro que o aluno cometer for o próprio aluno isentado em prol dos responsáveis por ele, ele não terá a educação possível, já que, a educação, ao meu ver não é feito com o gosto doce do amor, mas, em conjunto, com o gosto azedo da punição severa aos atos excessivos. Talvez seja isso que temos que dar aos alunos e é isso que eles querem de nós, ao tomar tantos atos estranhos, pedir que ponhamos limites nele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Por último, passar bem e espero que seja menos provocador e um pouco mais observador. A observação traz mais resultados do que a simples polêmica que NUNCA leva a nada. Acho que possuem um termo para provocadores excessivos na internet, mas não me recordo de qual no exato momento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Ass.: Owen Phillips&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-5332876795227640371?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/5332876795227640371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=5332876795227640371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5332876795227640371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5332876795227640371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2011/03/se-um-aluno-erra-quem-deve-ser-punido-e.html' title='Se um aluno erra, quem deve ser punido é o aluno e BASTA.'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-323300543681499444</id><published>2011-02-14T22:41:00.001-08:00</published><updated>2011-02-15T12:26:00.057-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Atos de Liberdade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Ele estava só naquela cabine envelhecida e carcomida pelo tempo. O glamour de uma era fora devorado pelo monstro do tempo e, mesmo com todos os esforços do mundo, nada traria a beleza aquela cabine de trem novamente. A cortina estava fechada, mas era indiferente, estando aberta ou fechada tudo que veria era o negro sem fim de uma noite sem Lua e sem estrelas. Ele cruzava um caminho longo e sombrio, mas não estou falando do trem. A sua mente era assaltada, às vezes por vozes: “Fale de mim, escreva sobre mim, diga sobre mim”. Aquela ânsia insana o atirava as noites escuras entre papéis e uma ou outra caneta. Um dos seus personagens, agora o estava ao lado, enquerindo-o. “Então, quando você me dirá qual fim que eu tomei, não quero ser para sempre o anjo aloirado que ataca uma janela. O que estou fazendo lá?” O colarinho do louco foi erguido por uma força estranha e quem passasse ali e notasse seus pés veria que não tocava o chão. “Eu não sou seu bonequinho, que pode ser esquecido em um canto e quando a tristeza bate você retorna para mim. Diga o que eu faço depois, pois eu não sei e nem sei para onde eu vou”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Impassível estava o escritor e por assim ficou, não mudaria a face, pois nela estava escrita a vergonha. A vergonha de ter tantas histórias e nada escrever sobre elas. Não poderia dizer que não saberia como terminava, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;já que ele mesmo não conhecia o final da sua história. Foi um lampejo de um começo, não foi a certeza de que teria um fim. Ele poderia mentir, mas estava tão fraco que preferia que tudo terminasse só com menos dor possível. A sua mente não estranhava a presença de um eu criado pelo próprio eu. Insanidade? Não, costume, não era a primeira vez que tinha aquele encontro. Talvez na primeira vez tenha tomado um susto, mas aquilo não era uma alucinação. Era realidade e isso ele notou quando o seu primeiro personagem trouxe o leite quente que ele havia lhe pedido. No dia seguinte a sua mãe reclamou dele não ter limpado o copo após o uso, como era o costume da casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Mas nenhum era como ele. Na verdade, as personagens surgiam depois que ele criava muitas histórias sobre a mesma personagem. Mas esse não tinha descrição, nem uma história construída, apenas duas frases. Ele baixou a cabeça, esperando a violência que viria depois e veio. Seu corpo foi lançado contra a parede e o baque posterior fez a madeira da cabine no trem tremer, mas efetivamente não o machucou profundamente. A dor que veio depois não justificava o seu choro, que, de fundo emocional, projetava a angústia que residia em seu peito. As lágrimas fizeram o personagem parar na sua frente, ainda com o cabelo aloirado, como de um lindo anjo querubim, mas com o corpo volumoso ele parou para se questionar. “Você sabe o meu final? Acho que não. Você não devia fazer isso comigo, não parar no meio do caminho. Dê-me um final agora, termine a história, antes que eu mesmo a termine para você.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;“Então a termine, pois você foi apenas um momento e nada mais.” O escritor queria um fim para aquela agonia que sentia. Ele viajava, nesse momento, para o hospital e lá tinha tudo que ele queria e amava definhava e era a sua culpa. Assim como era sua culpa aquele ser, originado da sua cabeça pedir um destino para ele. Como ele poderia dar um destino a alguém se ele mesmo não tinha um a qual seguir. Ele, para seus personagens, muita das vezes agia como um pai, algumas vezes como a família que eles perdiam na história, mas a todo tempo ele era só um Deus tirânico que, para vender melhor a sua história, tirava tudo deles e os fazia sofrer. Ele, cedo demais, aprendeu que histórias tristes trazem mais dinheiro. Ninguém quer ler uma história que serve apenas como um quadro monótono de uma vida idílica. “Eu tomo, para mim, então a minha própria história e contarei ela da forma como eu a quiser. Dê-me a liberdade, não quero ser um ladrão, nem um artista fraco como você. Quero ter uma casa, morar com uma família e ser alguém que possa ter um ou outro filho que venha lembrar de mim depois e depois, quando morrerem, enfim ser esquecido. Eu tenho sonhos simples que ouro nenhum, de banco algum, me dará.” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O escritor realmente se esforçava para se lembrar da história que tinha cunhado para aquela pobre alma que queria saber o seu fim em um mundo. Porém, nada trazia a si a memória a respeito daquela história. Acabou desistindo, como vinha desistindo sempre nos últimos tempos a respeito de tudo. “Vá, não terá história com um final, escolha a sua e me deixe em paz, maldita criatura.” Ele baixou a cabeça e as suas lágrimas misturavam-se com a saliva, entrando por sua boca e saindo em bolhas que estouravam, o escritor era agora só desespero. O anjo aloirado virou e fechou a porta abruptamente e depois de alguns minutos ouviu-se o bilheteiro perguntando o nome, o qual foi prontamente respondido: “A partir de agora sou alguém".&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Owen Phillips&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-323300543681499444?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/323300543681499444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=323300543681499444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/323300543681499444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/323300543681499444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2011/02/atos-de-liberdade.html' title='Atos de Liberdade'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-1308894788243782016</id><published>2011-01-31T12:30:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T13:56:11.335-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Changeling'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Uma Noite Sem Luar - PArte II - A queda da máscara de prata</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TUcv6T9HjjI/AAAAAAAAADo/lpnKfTE2eKM/s1600/3948790-blue-eye-with-silver-mask.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TUcv6T9HjjI/AAAAAAAAADo/lpnKfTE2eKM/s320/3948790-blue-eye-with-silver-mask.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568472143102447154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Walt passou a ser o seu nome há algum tempo. Ele cada vez mais era o nome daquela noite diante do Lord Slurth no meio do cemitério. Era um sonho noturno agradável, sua vida de menino de rua, havia sido trocado por brincadeiras, quase sempre nada fatais, mas muito engraçadas. Conheceu outros da sua espécie para longe de Londres, viajou, viu milagres. Tudo foi uma maravilha noturna de tonalidades cinzentas e silenciosas. Agora, naquele corredor escuro, o pequeno Walt, ou Balthazar Quilmes no seu nome mortal, se via com um dever, que dessa vez, poderia não ser tão inocente. Todas as portas haviam sido abertas, mas era no final do corredor que seu dever se encontrava e qual eram os perigos que o aguardava?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Por muito tempo Slurth ficou surpreso com a velocidade que Yshilan chegava aos locais. Slurth sempre se viu em desvantagem pelo controle que Yshilan tinha das artes da andança, mas, agora, isso seria usado ao seu favor. A voz veio baixa e grave “ Yshilan, você será meu adversário”. Slurt deu um passo vacilante a frente que foi detido pelo corpo gigante de Sinilas, seu dorso levantou a sua frente como um longo poste que bloqueava o seu caminho. O movimento, no entanto, abriu caminho do mascarado para Yshilan. O seu ataque foi certeiro em Yshilan, acertando o espaço entre a costela e o diafragma do Duque. Mas quando retirou a pequena faca, não havia sangue e o riso do duque era mostrado em sua face. Ele sacou rapidamente a espada da bainha, na altura do quadril, com o espaço reduzido, pela proximidade do ataque do mascarado, o cabo da espada atingiu o queixo do mascarado, jogando-o no ar e caindo alguns metros de distância. A máscara de prata rodopiou fora do descanso que tinha na face, essa mesma, agora, descoberta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Walt havia percorrido todo o corredor, entrado em todas as portas, ou quase. Havia uma, no final do longo corredor. A sua porta não era majestosa, nem incrível, somente medíocre, copiava todas as anteriores. Mas o que mais ele temia era a fama de Lord Yshilan. Ele sabia que tinha sido fácil até agora, mas aquilo que realmente mereceria proteção era aquilo que as forças desse duque estariam investidas da melhor forma. Ele abriu a porta levemente e seus pés, assim como seu corpo, não emitia nenhum som, tal era a delicadeza dos movimentos. Pequeno e ágil ele procurou, por entre as estantes de livros, corredores e labirintos. Ele ainda via um livro e uma pena negra no meio da sala, mas algo o avisava que ali era um local para ficar distante. Ele andou mais até finalmente ver o facho de luz. “Fácil demais, Yshilan é só fama e nada mais”. Ele se virou e fixou o seu olhar naquele espelho que refletia a luz para o chão, ele havia chegado ao seu destino sem nenhum arranhão. Lord Slurth estava certo, um duque tão fraco como ele não poderia reger, talvez, quem sabe, o próprio Slurth e trazer de volta a glória vitoriana aos Sluaghs. Sim, isso seria perfeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Walt havia se perdido em seus pensamentos, se fosse mais atento, por certo veria e perceberia a pequena e sutil alteração de energia próxima a si, mas pagou caro pelo seu orgulho excessivo. Primeiro foi um livro que o atingiu na nuca, que o deixou tonto e confuso. Depois várias estantes caiam uma por cima da outra como imensas peças de dominó. Aquilo não servia para atingi-lo, mas dificultar a sua chegada até o espelho refletor. Walt sacou da manga a sua pequena adaga, que mais parecia um canivete crescido e lambeu os lábios e se esgueirou nas sombras. Queria antes saber o que havia ali e acreditava que se refugiando poderia descobrir mais sobre o seu agressor. Ele foi para detrás da estante, logo em seguida folhas de papel começaram a rodopiar ao seu redor, bloqueando a sua visão. Não adiantava se esconder, seja lá o que for o já tinha visto e, pelo jeito, não o perderia tão facilmente. Walt pulou para fora do alcance da queda das estantes um momento antes de toda cair com um forte estrondo. Correu em direção ao espelho, agora bloqueado pelas primeiras estantes que caíram e tentou passar pelo bloqueio. Enquanto tentava superar o terreno dificultoso, Walt era alvejado por afiadas penas tinteiro em sua direção. Ele tentava se esquivar e prestar atenção em qual direção vinha as penas, mas seja lá o que for, ou manipulava aquilo a distância, ou movia-se bem rápido para seus argutos olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Walt enfureceu-se e jogou uma carta de tarô no chão e a rodopiou rápido, enquanto falava palavras tão baixas que até para um Sluagh seria difícil ouvir. Quando a carta parou, ele lançou ao longe a sua única arma, a adaga, rezando para que aquilo que o estava importunando fosse atingido. A parede foi a única coisa atingida. Fosse o que fosse aquilo, não seria atingida por armas quiméricas normais. Walt pensou que ela era rápida, ou forte o suficiente para superar o seu cantrip e tentou focalizar na sua principal missão. Ele olhou novamente para o espelho e, agora, mais próximo do seu objetivo deu um salto longo e vigoroso para o seu tamanho diminuto. Ele conseguiu agarrar parte do espelho. Somente parte, por que, de repente, ele começou a voar. Levitou a princípio, para somente depois começar a andar um pouco, balançando-se com força para fazer Walt descer. Naquele momento então notou, aquele pequeno ser deveria ter uma pequena estatura e pouca força, pois mal conseguia erguer um espelho de corpo inteiro. Esse mesmo ser voava e, por mais incrível que fosse, era invisível. Ele sabia agora o que enfrentava e aquilo não poderia ser o seu pior adversário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Walt não pensou duas vezes, rasgou um pequeno pedaço da sua roupa mortal, que diretamente não influenciava o seu próprio Voile, e fez uma tosca luva que protegia a sua mão e com toda a sua força quebrou o espelho. Uma onda de choque propagou-se pela sala e pequenos pedaços de vidro e cristal espalharam-se pela sala, refletindo uma miríade de cores no ambiente. Agora, tanto o adversário de Walt, quanto o próprio Walt estavam caído. Restava Walt saber, o seu pequeno e mortal adversário estava acordado ou não? Ele tinha que ser cauteloso e em um piscar de olhos, mesmo com o corpo ferido pela explosão do espelho rastejou-se nas sombras e por lá se direcionou até o hall, onde acontecia a batalha principal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Slurth sempre ouviu uma coisa a ser dita após a chegada de Yshilan, Alberanius e Athus. Alberanius era a espada e o poder, a bainha era Athus, onde a força residia e Yshilan era a mão que aos dois guiava. Isso foi uma metáfora importante na época da Guerra da Hera. Mas Alberanius há muito tinha abandonado Yshilan e, mesmo diante do seu poder quimérico, havia uma força que sempre impedia de um confronto direto Yshilan, a irritante presença de Athus. A inteligência, mesclada ao poder carismático de Yshilan, ainda era uma força a ser considerada na balança de poder dentro do Ducado dos Espinhos e aquele, aos olhos de Slurth era o momento épico que ele aguardava, mal conseguia disfarçar a satisfação. A máscara havia caído e o rosto era de um homem envelhecido, fraco, de cabelos prateados, olhos cinzas, a única coisa que lhe faltava no semblante era o maldito livro que sempre carregava contra o peito. Athus era o homem por detrás da máscara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Aquilo paralisou qualquer ação, ou reação de Yshilan. Por um segundo Slurth podia sentir o amargo sabor da lágrima que teimava em querer descer dos olhos de Yshilan. A expressão do rosto de Yshilan mudou várias vezes, da consternação passou a raiva e da raiva veio o berro que inflava de vermelho o rosto de Yshilan: “POR QUE ATHUS, POR QUE? Responda”. Slurth sabia, ele devia estar usando o dom da sua casa Gwydion para obter maiores informações, isso só confirmava uma coisa, Slurth ganhou aquela luta. Em um rápido movimento Slurth ele tirou da mão pequenas linhas e fez da sua mão como se fosse um fantoche, Sinilas, a princípio tentou resistir, mas seu corpo foi lançado ao fundo do hall, quase acertando Walt que aparecia naquele momento. Ainda de frente para o rosto de Sinilas ele apenas disse: Mescle amor com raiva, mescle cansaço com descanso, mescle a mim com o sono que não irá o deter. Sinilas novamente tentou impor a sua vontade a frente de Lord Slurth, mas quedou-se ao seu encanto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;“Responda-me Athus, pois senão eu mesmo o mato aqui”. Slurth, encurvado e cínico surgiu das suas sombras e abriu um sorriso. “Não esbraveje Senhor Duque, não há como confrontá-lo aqui, não há como feri-lo e por isso já estamos de retirada, se o senhor permitir, é óbvio”.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Yshilan não conseguia entender, será que Slurth havia entrado em definitivo em Bedlam nesse tempo que havia sumido, é claro que ele, duque da Casa de Gwydion jamais deixaria que eles se livrassem facilmente dessa, seria hoje que ele possivelmente derramaria pela primeira vez sangue Kithain. Com a espada sacada ele apontou para o corpo esguio e corcunda de Slurth. “Retire o encanto em Athus, agora mesmo sua cobra vil e peçonhenta”. Slurth mostrou ainda mais os seus dentes velhos e amarelados e contestou: “Foi uma péssima ideia senhor, foi mesmo, mas agora queremos sair, rápido, antes que a sua força nos mate. Eu reconheço que não deveria invadir, mas um Freehold vazio e fraco como esse poderia ser alvo de coisa pior, quem sabe o que os Pródigos poderiam fazer com esse poderoso Freehold”. Havia tanta zombaria e mentiras nas palavras de Slurth que Yshilan não precisava usar de seu dom nele. “Não, haverá um julgamento Slurth e você será julgado e condenado por esse crime vil que cometeu. Você violou uma das coisas mais sagradas para nós Kithains e não sairá impune dessa vez”. A voz da justiça de Yshilan enchia o seu freehold com uma raiva avermelhada e sangrenta, aquilo não era justiça, apenas vingança sanguinolenta. Sim, ali derramaria sangue Kithain senão fosse pela intromissão de Slurth.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;“Senhor, gostaria que a Vossa Santidade, ohh desculpe, não sei qual é o pronome correto de tratamento. Mas não quero que a Vossa Senhoria derrame sangue de Kinain em seu freehold. Sim, sangue de Kinain, pois se eu e meus comparsas não sairmos daqui e agora, mergulharei o seu freehold em tanto sangue que tirá-lo daqui será um custo”. Yshilan ria daquela ameaça de que Kinain Slurth estava falando e antes que a pergunta fosse formulada e saísse da sua boca, a figura dos dois Redcaps se formaram e, com eles, estava a prima de Meg, Susan, amarrada, amordaçada e ameaçada pelos dois com armas quiméricas. Naquele instante ele percebeu que tanto um dos irmãos havia invocado a Wyrd, tornando a realidade quimérica mais próxima ao mundo banal. “Você acha realmente que irá escapar desse julgamento? Não, você não irá Slurth.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Com apenas um manear da cabeça Slurth contestou. Ele ajeitou a própria roupa, andou pausadamente em direção a saída do Freehold, bateu na própria roupa, como se tirasse uma poeira fantasmagórica e disse baixo e quase sibilando: “Vamos e você, levante-se daí.” Com apenas uma mão ajudou Athus a levantar-se dali, com cuidado e presteza. Yshilan ainda lançou o seu corpo ofensivamente a frente, mas lembrou-se da longa amargura da perda de Meg do seu marido. Não podia fazer nada, o passo mais ousado a frente fez verter sangue do pescoço da Susan. Yshilan temia de raiva, enquanto uma alegria sombria varria a face deslavada de Slurth. “Não há feitiço nenhum lançado por mim em cima de Athus, Yshilan”. Ao som daquelas palavras, Yshilan soube que a verdade mais pura e cristalina saia dela. Quando os irmãos Crimson saíram pela porta, sendo os últimos e jogaram, por fim, Susan, desacordada a frente de Yshilan, ele não teve forças para lutar. A única força que ele passou a ter foi ali ficar, de uma vez por todas, parado, inerte, perdido dentro da sua própria auto comiseração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Prólogo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Eles demoraram a noite inteira até chegarem na caverna, porém era uma noite que os favorecia, era uma noite que todas as lâmpadas de Londres estavam apagadas, nenhuma televisão estava ligada e que as sombras eram tão mais escuras que se poderia reviver a época de terror londrino de Jack, o estripador. A caverna, assim sendo, parecia o próprio âmago das trevas, tamanha era a escuridão e a pouca luz originada de uma fonte artificial, a tocha, não era suficiente para iluminá-los. “Nós perdemos, não conseguimos o freehold, não consegui pegar o espelho. Quase fomos derrotados e, senão fosse pelo sucesso dos irmãos Crimson, a essa hora poderíamos estar sendo julgados por Lord Yshilan. Por certo Lord Yshilan venha nos procurar o mais breve possível e, quem sabe, até o Lord Protector compareça aqui.” Aquelas palavras viam cheio de pesar de Walt, com um pesar imenso, pois ele sentia que teria um dever a cumprir com o homem que o sempre ajudou. Slurth mostrou, através de seus olhos fundos nas órbitas, um lado paternal que não admitia na frente de nenhum outro compatriota dos Young Ones: “Não é bem assim Walt, eu diria que tivemos mais sucesso do que nunca. Quanto a Whitestone é isso que eu mais aguardo.” O riso dele não era alto, mas parecia um vento assustador que soprava na noite trazendo terror a todas as crianças que ouviam vozes naquela noite. Aquela foi a noite mais escura de Londres, sem Lua, sem luz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Owen Phillips&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-1308894788243782016?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/1308894788243782016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=1308894788243782016' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/1308894788243782016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/1308894788243782016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2011/01/uma-noite-sem-luar-parte-ii-queda-da.html' title='Uma Noite Sem Luar - PArte II - A queda da máscara de prata'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TUcv6T9HjjI/AAAAAAAAADo/lpnKfTE2eKM/s72-c/3948790-blue-eye-with-silver-mask.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-3742366345662809281</id><published>2010-12-30T16:32:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T16:56:23.886-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Changeling'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Uma Noite Sem Luar - Parte II - As sombras e a Serpente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TR0qIzxyNmI/AAAAAAAAADQ/nvk91__Wh50/s1600/cobra-getty-images-g-20091012.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TR0qIzxyNmI/AAAAAAAAADQ/nvk91__Wh50/s320/cobra-getty-images-g-20091012.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556643846071400034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Para nenhum deles havia qualquer passo vacilante diante da escada escura, para os três que desciam a escada no escuro, não havia medo, mesmo que o barulho a frente, um forte silvo, atemorizasse qualquer um. Quando, ao final do último degrau, a luminosidade castanha do freehold se apresentava, ora pelas tochas quiméricas que nunca se apagavam, ora pelos nuncas que detinham a mesma tonalidade de cor, os recém chegados alcançaram o hall de entrada do freehold dos espinhos. Eles foram recepcionados por essas pequenas quimeras que não conheciam inimigos nem amigos, mas esses também foram os primeiros a se alvoroçarem e fugirem posteriormente, ao saque da pequena adaga quimérica nas mãos do sluagh Walt.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O hall se estendia em um longo tapete vermelho, com trançados geométricos e as paredes laterais desfraldavam longas malhas que quase tocavam o chão e nelas cingiam o símbolo de uma águia estilizada segurando em uma das garras um besouro negro. Ao fim do hall surgia três pequenos degraus e um trono central. O trono não estava só, uma imensa serpente enroscava onde havia a cadeira “real”. O silvo, longo era produzido pelo vibrar daquela língua bifurcada que pressentia a chegada dos invasores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Sinilas, quanto tempo, nobre amiga”. O velho atrás de Walt, Slurth, saia do fundo da comitiva, chamando a atenção para si. O mascarado ao seu lado só olhou da face de Slurth para a cobra e da cobra para o velho Sluagh. “Sim, dentre as muitas coisas roubadas por Lord Yshilan, uma delas foi a minha inestimável parceira Sinilas”. A cobra abriu a boca e posicionou-se para o combate, com mais da metade do corpo ereto, mostrava o seu tamanho, que quase chegava ao teto e o resto do mesmo corpo, pousava ao redor da mesma cadeira. “SSSSSSSSssssssshh Cale-sssse SSSSsssslurth, daqui você não irá passar, mais um passo que der, eu irei investir em ti”. Apesar da ameaça, tanto a cobra, quanto Slurth sabiam o resultado daquela contenda, ao menor movimentar dos braços e do corpo de Slurth, Sinilas seria derrotada e toda a sua composição quimérica poderia ser redesenhada pela vontade soberana daquele velho bruxo nominalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Detenha-me então.” Essa foi a ordem de comando, Walt, que havia já se esgueirado para as sombras, desde a chegada ao hall, agora corria por ela com velocidade e cautela para as portas que se encontravam a passos a esquerda e a direita da cadeira, que ficava no meio no centro do hall, porém mais ao norte. Bem por causa disso a cobra se enroscava na cadeira, o que dava a ela mobilidade para impedir a passagem por uma daquelas portas, fosse com a cabeça, ou com um golpe com o rabo. Toda a extensão da cobra poderia cobrir o espaço entre as duas portas e sobraria, ainda, sobrava um pouco de couro de cobra para continuar enroscado no trono.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Walt correu, a simples ameaça do corpo de Sinilas de cair para a esquerda, direção que tomava Walt, fez com que uma pequeno dardo voasse pelo ar e atingisse a parede ao lado da serpente. Sinilas teve que parar, enquanto Walt passava. Fosse quem fosse o mascarado, o problema não seria a maior contagem, mas sim o próprio Slurth e Slurth sabia de sua própria vantagem, diante da serpente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“O que vocccccê pretendesss aqui, SSssssslurth?”, Sinilas pretendia atrasá-lo com perguntas, esperava que com essa atitude o fizesse atrasar o suficiente para que viesse o reforço. “Tomar aquilo que não há proteção, se não há proteção, se o glamour não está sendo garantido proteção, então deve ser tomado, antes que a banalidade o faça. Ou seja, vim salvar você e todos as quimeras que fazem aqui residência”. O som gorgolejante da sua fala terminou com um sorriso que era ao mesmo tempo sarcástico, quanto diabólico. Antes que a serpente pudesse desviar, voou outro dardo, saindo rápido debaixo das mangas de Slurth. Apesar de ter atingido Sinilas, os dardos não foram suficientemente fortes para passar pela grossa camada de escamas naturais da serpente, que veio em investida para os dois invasores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;___________________________________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em meio ao escritório, o pássaro voava e revoava, grasnava de uma forma selvagem e incontrolável. Ele tentava chamar a atenção do homem que estava sua frente, mas esse só queria que ele sumisse o mais rápido possível. Da sua boca nojenta um líquido escuro e fedido saiu, parte daquele jorro caiu na estáua onde estava empoleirado, mas seu gesto rápido foi invisível para os olhos daquele homem e deixou parte daquele líquido nojento cair no copo de café que ele usava para beber. A ave fez um rasante e passou pela janela aberta e do lado de fora esperou, espreitando nas sombras. Depois de alguns minutos o mesmo homem bebeu do café e um luta sutil deu início. A frieza da banalidade gradativamente cedia espaço para a beleza do glamour que preenchia o ambiente com calor e brilho. A ave, já homem bateu na janela, yshilan virou e perguntou o que você aqui faz. Corbin apenas abriu um sorriso e começou a tagarelar as mentiras, as melhores que poderia contar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;____________________________________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O corpo pesado atingiu o ponto preciso entre o mascarado e Slurth, que tiveram apenas que desviar um para cada lado. Sinilas percebeu, nessa hora o erro, ela tinha ficado de alvo entre os dois agressores, tendo agora dois alvos em direção diferente, tornaria o trabalho de esquiva dela muito mais complexo. O mascarado sacou uma pequena besta que mirou em um dos olhos da imensa cobra, porém, um pouco antes de atirar, o corpo pesado da cobra esmagou ele contra a parede, fazendo com que isso baixasse a guarda da cobra para uma investida forte de Slurth no corpo da serpente, bem próximo do ouvido quase surdo da serpente ele disse: “Redença agora quimera burra, antes que eu realmente queira acabar com você” Ao dizer isso Slurth jogou o seu peso na pequena faca, encravando-a mais fundo e posteriormente pulando para trás. A serpente abriu a sua imensa boca e da bolsa de veneno que se escondia debaixo da língua bifurcada projetou um longo jorro de veneno e ácido que saiu verde e causticante. Ainda que Slurth tenha conseguido pular do ataque, a sua velocidade não fora o suficiente, causando um pequeno dano na altura de sua perna. “Ótimo”, pensou Sinilas, “agora é a minha chance de esmagá-lo constrigindo o seu corpo”. O seu rabo voou como uma seta, desenroscando da cadeira e indo em direção a Slurth. Enquanto o rabo se aproximava as mãos de Slurth encravavam na própria pele, como se ele quisesse se ferir, da sua boca saiu uma voz pouco conhecida, ainda que baixa. Enquanto essa cena de autoflagelação era executada, a cobra passou a se contrair de dor. A faca encravada por Slurth começava a rodar e penetrar mais fundo, por vezes, a mesma faca afrouxava, rasgando parte da pele e da gordura, indo mais fundo. Em meio a sua concentração no cantrip Slurth disse: “Então Sinilas, onde está aquele que deveria te proteger, não você a ele.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A resposta veio rápida. O corpo, ainda que altivo, demonstrava uma velhice que não pertencia a Yshilan há anos. A barba por fazer, as roupas quase sem brilho ou vigor, constatavam com a memória que Slurth tinha daquele duque, a banalidade cobrava um preço, por vezes alto, ainda que sutil. Slurth apenas riu, mostrando uma risada insana, enquanto sempre poderia contar com as artes das andanças, que Yshilan, no qual Yshilan era um mestre insuperável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Owen Phillips&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-3742366345662809281?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/3742366345662809281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=3742366345662809281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/3742366345662809281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/3742366345662809281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/12/uma-noite-sem-luar-parte-ii-as-sombras.html' title='Uma Noite Sem Luar - Parte II - As sombras e a Serpente'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TR0qIzxyNmI/AAAAAAAAADQ/nvk91__Wh50/s72-c/cobra-getty-images-g-20091012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-1394804433216189159</id><published>2010-11-26T16:21:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T06:37:21.492-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Changeling'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Uma noite sem Luar - Parte I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TPBPcZEu_5I/AAAAAAAAAC8/dSMS8k6-bm4/s1600/Slurth.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TPBPcZEu_5I/AAAAAAAAAC8/dSMS8k6-bm4/s320/Slurth.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544018490478755730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;       &lt;/span&gt;Uma pequena neblina eclipsava todo o pátio abaixo. Brinquedos infantis, gangorras, e travas de futebol eram apenas vultos leitosos nessa noite e essa era uma noite sem luar. Os brilhos da cidade londrina, as nuvens e a poluição escondiam todas as cores do céu. O vulto enegrecido erguia-se na ponta do telhado, do mais alto prédio daquela região. Aos olhos desse vulto, a escola, com seu pequeno parque, brilhava com uma luz oculta, quimérica que poucos notavam e aquilo o arrepiava em um sentido que nenhum mortal poderia ter. Para ele aquilo não era simplesmente uma fonte de poder, mas era um instrumento de vingança e ele riu. A figura pequena aproximou-se a figura oculta nas trevas e, como um pedinte sussurrando avisou: “A máscara já foi posta senhor, ao meu ver, o trabalho ficou muito bom”. Em um gesto, o mesmo ser apenas fez com que ele se calasse. A voz saiu do capuz, como a voz de uma gárgula que cuspisse água da chuva: “Onde está Corbin?”. O jovem, que apareceu logo em seguida, trazia manchas negras na altura do nariz, as sobrancelhas grossas e com a parte do maxilar posterior mais proeminente, traços, que pela escuridão ao redor, fazia uma mescla de homem e corvo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;       &lt;/span&gt;“Sim, fale” A voz esganiçada parecia o som produzido pelo arranhar de garras em um quadro negro. “É a sua hora Corbin, faça o que eu lhe pedi e só temos uma chance. Vá.”. Enquanto o vulto olhava ao redor, buscando os irmãos Crimson, a ave negra surgiu das suas costas, voando para o mais longe possível. “Senhor, não sei onde está Al e nem Gal.” Não se poderia dizer se aquilo o havia contrariado, ou, até mesmo feito feliz, já que nenhum traço do seu rosto poderia ser visto por debaixo do escuro que o capuz projetava, mas Walt, o pequeno garoto pedinte, sabia que tanto Gal e Al poderiam ser ganhos importantes para essa investida. “Eu sei Walt, os dois estão sumidos há duas semanas e isso me preocupa”. Não havia nele um tom real de preocupação, mas apenas uma pequena ponderação, o único lugar que os faria desaparecer tão prontamente, seria, agora, o único lugar que ele não tinha poder para alcançar. Se isso fosse verdade, se esse pensamento fosse real, alguma informação havia sido omitida dele. Não era hora para aquilo. Os seus olhos percorreram e via, estavam todos lá. Que começasse o ataque definitivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;----X--------X-------X&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Os quadros inúmeros da parede eram testemunhas perpétuas, ao mesmo tempo que serviam como um isolante térmico, tudo ali era frio para ele, não importava o calor que havia. Mergulhado em papeis, cercado por trabalho, o homem que estava ali não resplandecia, nem brilhava. O seu pequeno e minúsculo apartamento não era de verdade a sua casa, mas antes um esconderijo. Ele sabia que estava sendo perseguido, para cumprir o seu objetivo, teve que pisar em alguns calos poderosos e isso teria uma reviravolta, em breve. Mas ele não se lembrava qual era o seu real objetivo, apenas uma certeza de que aquilo deveria ser feito e com urgência. Seus planos poderiam ser reduzidos em: cortar financiamentos, demitir pessoal, redirecionar propaganda, apagar fitas de vídeo comprometedoras. Trabalhos que gradativamente apagavam nele alguma chama poderosa e antiga, algo que ele devia preservar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Naquela noite ele sonhou com reinos de névoa e com uma antiga dama a cantar para ele usando uma harpa. Ele se via deliciando com aquela harpa, a sua voz delicada dizia: “Yshilan, volte para mim, para mim... para... mim... mi”. O som plácido foi cortado por ruidosas batidas na porta. Ainda sonolento o homem foi atender, enquanto andava se perguntava: “Quem poderia bater em minha casa em uma hora tal?”. Ao abrir a porta não havia ninguém, nem perto e nem longe no corredor, havia aquele silêncio imorredouro de um prédio que levava ao fantasmagórico. Um pouco antes de bater a porta pesadamente, uma leve lufada de vento foi sentido. &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Quando já na sua sala, escritório e dormitório, Sir Steven Lancaster viu um corvo aninhado em um velho busto de uma dama que usava um elmo. Como em um arremedo de uma poesia antiga, ele quis espantar aquele corvo, mas algo havia nele, alguma mensagem e, um lado por ele esquecido há semanas, não poderia rejeitá-lo. Ele aguardou, até que pudesse entender a mensagem daquele corvo, ou até que aquele velho calor queimasse todo o gelo que o prendia aquela forma mundana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;--------------------X-----------------X-------------X-------------------X&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Qualquer um que passasse por aquela velha escola, saberia que algo muito ruim estava para acontecer. Um grupo de dois encapuzados estavam na porta, seguido por crianças que no mínimo seriam ditas como sem lar, perdidas ou moradores de rua. O que era escondido pelo glamour seria algo bem mais tenebroso. Mas não havia ninguém naquele horário passando por aquele pequeno distrito residencial em Londres e sem ninguém a observou, jamais descobriram como aquele portão caiu. Duas crianças urraram, filhos do próprio terror. Seus cabelos vermelhos eriçavam, brilhavam em escarlate, enquanto suas bocas desproporcionais ao próprio corpo babavam em fúria e horror. Suas vozes pareciam de mil gritos humanos e o seu tamanho diminuto escondia a força que eles detinham. Os irmãos Crimson berraram como se estivessem em um festim de sangue dos mais violentos. O irmão mais velho correu em direção aos fundos do pátio da escola. Enquanto o grupo principal se destacou em direção aos fundos da escola, próximo a entrada escondida do porão. Naquele momento o barulho já tinha desperto tudo que havia lá. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Primeiro ouviu-se um longo pio, posteriormente o bólido penoso tinha como alvo a figura negra principal e que estava no meio, que era Slurth, mas antes que alcançasse o mesmo, barras de metais retorceram como serpentes e enroscaram na ave quimérica, primeiro nas patas, depois as asas e por o último só ouviu o piar, que era um misto de socorro e aviso. Ele pensou “Não preciso que ninguém diga que estamos aqui”, veio então a ordem: “Walt, após conseguirmos entrar no freehold, vasculhe-o todo, nós daremos cobertura . Você sabe o que eu quero, então, traga". A porta do porão foi aberta com cuidado por Walt e, ao longe, ele poderia ouvir o sibilar leve daquele monstro que seria o seu adversário por algum momento. O vento que soprou em seguida moveu as suas vestes e de seu companheiro mascarado como se as próprias vestes tivessem vida tentacular. “Entre Walt e vocês também, vamos”. A escuridão e a neblina os encobriu, mas nenhum deles se importou com isso. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;To be continued&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Owen Phillips&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-1394804433216189159?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/1394804433216189159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=1394804433216189159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/1394804433216189159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/1394804433216189159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/11/uma-noite-sem-luar-parte-i.html' title='Uma noite sem Luar - Parte I'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TPBPcZEu_5I/AAAAAAAAAC8/dSMS8k6-bm4/s72-c/Slurth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-3355487137780456701</id><published>2010-11-12T19:51:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T20:01:11.474-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Changeling'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>A Rainha Escarlate</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TN4NV-7gCDI/AAAAAAAAAC0/KbWiS7yJob8/s1600/Escarlate%2B081.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TN4NV-7gCDI/AAAAAAAAAC0/KbWiS7yJob8/s320/Escarlate%2B081.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538879263033264178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A noite poderia ter começado fria, mas ela jamais sentiria, nem seus pelos eriçariam, não mais. O pior, que nem mesmo lembrança de quando foi a última vez que isso aconteceu estava em sua memória. O carro era veloz, mesmo para as ruas londrinas e o vento que soprava a trazia de volta aquelas memórias. Quando o carro finalmente chegou ao local indicado, o homem que abriu o seu carro, fazia todas as mesuras e dizia: Vossa Alteza Anne, chegamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ela desceu calmamente e aquilo era um contraste único, aquela área de Londres era próximo dos muçulmanos, que infestavam Londres, mas era também um local de pobres, drogados e perdedores e, ali, até a sua não-vida resplandecia diante daquelas trevas inócuas. Com apenas um olhar o negro que a servia como chofer saiu e ficou “de guarda” esperando as novas ordens daquela mulher imensamente linda, aos seus olhos, magnânima.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Anne entrou, sem o menor esforço, naquilo que era uma lavanderia local. As paredes úmidas, as máquinas velhas e o reboco caindo combinavam com a luz tremeluzente de uma fiação ainda exposta. Ela não entendia, ele poderia ter qualquer coisa, mas insistiu tanto em esconder seu imenso poder por detrás de uma máscara tão imunda? Ela não conseguia aceitar isso. Talvez isso o tenha feito perdurar por tanto tempo, mas não a todo o tempo, que isso servisse de lição para ela mesma. Enquanto pensava essas coisas, as suas pernas já a tinham levado para a escada secreta, escondida por detrás de uma placa velha de metal que fazia a vez de um quadro de força. Qualquer um com o mínimo de perícia notaria que não havia nenhum fio de eletricidade que chegasse até aquela suspeita placa de metal. Ela pensou que, apesar de sempre ter se protegido, só se protegeu contra os fracos mortais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As escadarias desciam por uma escuridão úmida e sem ventilação, ela realmente estava entrando em um terreno escuro e jamais visitado. Um terreno feito para caça e só isso. Ela podia sentir o cheiro de sangue de anos que eram oferecidos a seu Mentor, mas agora eram tudo lembranças. Com o manejar de um dedo a tecnologia do interruptor trouxe a mágica da luz para aquele ambiente lúgubre. Uma enorme sala se descortinou a sua frente e, em contraste da lavanderia que ele construíra na fachada, aquele ambiente era ostentoso de ouro e prata, com imagens de bois nos cantos e uma pequena pira onde, obviamente, punha-se fogo em adoração a “divindade” Mitras. Mas não era o fogo importante, mas sim o sangue e era esse mesmo sangue que chegava agora ao recinto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O negro estava ajoelhado, semi consciente, com uma fome sobre humana. Seus piores demônios, verdadeiros Shaitans, saiam a beira da sua consciência querendo mais. Havia tanto deles que ele queria um pouco de uma paz vermelha que ele não teria, a não ser que a diabólica londrina a sua frente assim o permitisse. Ele seria torturado e, se sobrevivesse, obviamente veria o Sol, ou as presas daquela beleza monstruosa clássica de Londres.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Anne caminhou lentamente e se apoiou em um dos grandalhões que exerciam tamanha força no corpo daquele Assamita e disse: “Você, realmente pensou que o seu crime seria esquecido? Perdoado? Aceito? Se você tivesse a mínima ideia do inferno que está longe e de que toda a culpa é sua.” A mão se segurou, ela não poderia perder a delicadeza, não na frente de um selvagem assassino. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Então comecemos, quero informações e daqui não sairemos antes que você me dê tão preciosas informações”. Seus olhos vibravam de excitação, caçar era uma delícia e ela não negava, mas ela sentia mais excitação ainda na tortura, claro que ninguém saberia desse seu prazer sádico, mas pensar que poderia se justificar a qualquer conselho de anciões como “Evitando uma invasão Assamita” lhe dava carta branca até para o delicioso Amarante. Esse nome levava a sua língua em direção aos finos e potentes caninos protuberantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Na madrugada do dia seguinte, duas horas antes do amanhecer, Anne, ou a Rainha Anne dos Ventrue, saia de uma velha lavanderia nos subúrbios londrinos. O seu chofer, que havia esperado todo esse tempo como um típico soldado londrino da guarda real, só agora se movia, abrindo a porta do mesmo. Anne entregou a direção sussurrando bem baixo no ouvido do seu chofer, ele consentiu com a cabeça e entrou pela porta do motorista. Naquele momento, sem que ao menos percebesse, por um ato involuntário, ou reflexivo, Anne deixou cair o lenço que trazia a boca. O lenço rodopiou no ar e caiu na sarjeta, a água que passou por essa mesma sarjeta tingiu-se de um vermelho rubro, mas sem alma, sem potência. Ali, era só sangue e nada mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Owen Phillips&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-3355487137780456701?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/3355487137780456701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=3355487137780456701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/3355487137780456701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/3355487137780456701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/11/rainha-escarlate.html' title='A Rainha Escarlate'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TN4NV-7gCDI/AAAAAAAAAC0/KbWiS7yJob8/s72-c/Escarlate%2B081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-7541603166962136499</id><published>2010-09-05T01:39:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T01:48:04.407-07:00</updated><title type='text'>Negociações</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TINYzjCbLdI/AAAAAAAAACs/ZyVqgHlACC4/s1600/pasta+com+dinheiro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TINYzjCbLdI/AAAAAAAAACs/ZyVqgHlACC4/s320/pasta+com+dinheiro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513348011433602514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Era um dia terrivelmente claro e o seu rosto se iluminava com a luz do fim da tarde. A sua mão segurava o encosto da cadeira e descansava placidamente o peso em cima da mesma. A madeira velha acomodava-se tranquilamente na sua mão, enquanto o seu olhar, penetrante, cheio de dúvidas, espreitava o horizonte, procurando lá, a resposta que o afligia. “Senhor, o Lord de Castlerock já se encontra na ante sala, posso chamá-lo?” Joseph Kingsley voltou dos seus longos pensamentos. Arrumou o terno italiano no corpo, andou até a cadeira, ajeitou o melhor que pôde o seu cabelo castanho-escuro e acenou positivamente com a cabeça. Apoiou o rosto no meio das mãos que estavam cruzadas, quando a porta se abriu não havia um alguém com dúvidas, mas alguém preparado para o pior confronto que teria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;“Sim, podemos, com algum esforço, encontrar o seu filho Adrian Kingsley, porém, senhor tem que entender os custos imbricados nisso. Não é fácil encontrar alguém depois de mais de 20 anos”. O homem começou a falar antes mesmo de ele ter terminado e, pelo jeito, veio preparado para argumentar e, quem sabe, já não teria um plano e um preço? Ele deixou que conduzisse a conversa, queria saber onde iria chegar, para, aí então, poder se pronunciar. “... Dentre todos esses gastos listados, teremos ainda uma equipe permanente para procurar o seu filho, esteja ele onde estiver. O custo para isso? Irrisório, queremos só 5% das ações de todas as suas empresas e participação direta no lucro gerado por ela”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Aquilo era um absurdo, como poderiam oferecer tanto, por um tempo tão indeterminado e cobrarem só isso? Pela lógica isso esconderia alguma coisa, havia algo particular, sombrio naquela organização. Parando para pensar agora, ele mesmo não conseguia se lembrar como tinha chegado até esse senhor. Lembrava-se vagamente alguém comentando a respeito de uma sociedade secreta. Mas o que mais tinha, durante anos em Londres eram sociedades secretas. A onda do babeuismo se espalhara na Europa e em Londres teria permanecido por mais tempo, especialmente com essa moda da nova-era, resquícios de uns anos 70 e 80 conturbados, qualquer um se dizia seguidor de Aleister Crownley e coisas assim. Mas essa organização específica era qual mesmo? E esse senhor pertencia a essa ordem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A sua mente tentou focar na proposta e deixar as aleatoriedades para trás. “Creio que a proposta parece interessante, porém, necessito de tempo para pensar, nada disso poderá ser discutido às pressas, acabei de enterrar o meu pai e o abalo causado por isso precisa ser digerido”. O Lorde de Castlerock levantou e, se apoiando nos fortes braços da cadeira, tentou fazer isso da forma mais lenta para que o senhor Kingsley prestasse bastante atenção nele. Com um olhar penetrante e fulminante, quando já de pé, lançou: “Acredito que, o que há de mais importante para alguém seja a família e acredito que para alguém que tanto esperou, esperar um tanto mais não fará diferença”. Diferença? Claro que faz diferença, ninguém sabia o real motivo de tanta procura, o motivo era bem simples, ele iria morrer em breve. O coração foi comprometido, ele não tinha mais resistência física nem para ficar de pé, muito menos seguir com a empresa. Como família, o único que manteria unificado o imenso império industrial dos kingsley seria o seu filho e herdeiro direto, já que uma vez ele não estando os seus primos, tias e parentes iriam lapidar com toda a fortuna acumulada. No final, a procura pelo filho se resumia a salvar um império econômico de quase 300 anos da fome de imensos abutres. Haveria mais? Um sentimento talvez? Ele desconfiava que sim, mas ele sempre foi um homem objetivo e, objetivamente falando, agora ele tinha que encontrar o seu filho para isso e não para sentimentalismos baratos de um homem que estava a beira da morte. Na sua cabeça surgiu à palavra saudade e a pontada no coração veio em seguida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;“Sim, eu aceito.” Lord Castlerock abriu um pequeno sorriso e acenou com a mão, como quem diz que o acordo estivesse selado. “Bem, senhor, eu enviarei os papéis, o qual deve assinar e uma cópia ficará nas mãos do senhor, enquanto outra seguirá para registro em cartório e o original ficará conosco, em breve enviaremos alguém para acertar os detalhes”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Quando o associado estava finalmente fora do jardim sacou o telefone celular, pequeno o suficiente para guardar no bolso e com inúmeras funções disponíveis, ligou e, tamanha era sua alegria, que o barulho do chamado do telefone parecia uma era interminável. Ainda, naquela noite, Evans riu, riu diante da parte que ele considerava mais difícil ter sido concluída, agora era só uma questão de empurrar a peça de dominó certa para o efeito que esperava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Owen Phillips&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-7541603166962136499?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/7541603166962136499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=7541603166962136499' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/7541603166962136499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/7541603166962136499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/09/negociacoes-era-um-dia-terrivelmente.html' title='Negociações'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TINYzjCbLdI/AAAAAAAAACs/ZyVqgHlACC4/s72-c/pasta+com+dinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-7685955231006148434</id><published>2010-07-05T11:37:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T12:55:50.383-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Changeling'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>A Perda do Sonho.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TDIxGCzD6OI/AAAAAAAAACc/ulnkyHyug8g/s1600/11497363.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TDIxGCzD6OI/AAAAAAAAACc/ulnkyHyug8g/s320/11497363.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490504875618068706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Naquela manhã as mãos suavam e a agitação era incomum. A velha mania de coçar a baba rala na face quase sem queixo reapareceu. Era sintomático, pensou, sempre foi assim, mesmo quando não havia barba, coçar o queixo era o sinal da angústia que queria sair pelas mãos, mãos ansiosas por fazer. Só que agora, diferente de antes, não havia o que fazer, mas sim o que procurar. Ele desceu da velha casa-sotão que ele fizera no segundo andar da sua loja. Lá iniciou, anotou tudo que se lembrava em um papel e pôs a procurar. Sim, contas pagas, pôs um visto do lado do quadradinho. Arrumação do sebo de livros? Visto. Levar o lixo para fora? Visto. Cartas na primeira gaveta de cima do lado esquerdo? Visto. Penteado? Visto. Unha feita? Visto. A lista era interminável, até que se cansou e sentou, não sabia mais o que faltava, tinha chegado ao limite do aceitável, estava verificando já os pregos na estante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Mas aquela ansiedade não cessava, sentia falta de algo, mas ignorou, a vida seguia e não poderia esperar para solucionar o seu enigma. Virou a velha plaquinha da loja e deixou Open para quem quisesse entrar. Os mesmos velhos amigos apareciam, desde o pequeno ladrãozinho de livros que não tinha dinheiro e que aceitava que lhe furtasse pequenos autores nunca comprados, até ladrões profissionais, vindos da Universidade de Londres e que lhe tiravam autores caros que ele já fazia a preços acessíveis, mas mesmo assim, eles queriam que fosse de graça. Não mais, tinha os velhos e os novos que se encantavam com a beleza que ele criava. A loja era uma pequena casa, que no primeiro andar, se tornou esse sebo com a coleção oriunda do seu pai, hoje já falecido. Ali havia de tudo um pouco, desde livros de bolsos, até velhas enciclopédias empoeiradas que davam um charme com as suas teias de aranhas e suas páginas amareladas. Sim, o teto, que servia de chão para o andar superior, era tomado por uma biodiversidade aracnídea a pôr inveja a qualquer estudioso de insetos e afins. Os seus olhos vagavam pelo teto, perdido nos seus afazeres, quando, do canto superior, viu um espaço vago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Era isso, um espaço vago que o angustiava. O seu sebo de livros não possuía muitos compradores, por certo, passava dias sem que alguém ali fizesse uma compra vultuosa e para ser um volume que estava perto do teto, por certo deveria ser uma compra imensa. Verificou o número dos exemplares aos lados, números que serviam para a catalogação do imenso acervo de livros. Olhou mais uma vez o livro-caixa e tomou de assalto um susto. Não poderia ser, o número correspondia a SH4K3. Era um livro que não ousava nem ao menos chegar perto, um exemplar antigo de Romeu e Julieta. Não era somente um exemplar, a sua raridade era peso em ouro. A displicência que era posto, meio que de lado no alto da estante era proposital, ali onde estava ninguém enxergaria e se enxergasse não daria valor. Iria acreditar que o livro era alguma enciclopédia que não se vendia mais ou algo pior e baixo. Naquele momento ele deu um salto. “Eu vendi?”. Continuou lendo todo o livro caixa e em nenhum lugar estava anotado um valor que correspondesse ao tanto que aquilo valia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O susto passou e no lugar ficou o desespero agudo e torturante, como uma fina agulha que perfurasse da sua pele até o seu osso. Fechou a loja no mesmo instante, reorganizou toda a prateleira, repôs os livros umas três vezes antes de se dar por cansado. Não, não estava ali nem lugar algum, não havia sumido, pior, havia sido roubado e não tinha a menor idéia de quem seria. Descobriu como poderia sentir falta de uma daquelas câmeras que pudessem vigiar a loja. Se a metade do dia foi feita para o desespero a metade seguinte foi de uma longa espera na delegacia mais próxima para dar sumiço da sua preciosidade. O preço incalculável poderia aparecer nos jornais sensacionalistas e isso poderia ser pior, até mesmo para as investigações. O delegado jurou que faria isso no maior sigilo possível, apesar do que, não poderia evitar que os policias investigassem a sua loja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O dia tinha começado com uma angústia, mas ia terminando não com o sentimento de vencido, ou o da perda de um grande valor, porém, com a mesma angústia, a mesma angústia de algo que ainda não foi encontrado. Queria esquecer, descansar, ouvir uma música, comer, trocar de roupa e ter a certeza de que todo esse sentimento ruim sumiria. Quando, já pronto para descansar, foi pegar o que estava na escrivaninha, deixou algumas velhas folhas secas caírem e alcançou, como sem perceber, um caderninho que estava embaixo do livro que lia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O caderno poderia ter passado sem ser percebido o dia inteiro. Reacendeu a lâmpada para ler o que havia nele. Surpreendeu-se com a escrita, tão delicada que parecia algum caderno antigo, escrito por alguém versado em caligrafia. Nele havia contos incríveis, de reinos perdidos e esquecidos, nomes estranhos, desenhos de mapas, juramentos, versos proibitivos. No fim, na última folha usada e gasta, em uma letra grande, escrito aparentemente às pressas vinha o último dizer: Para mim retornarás, Slurth. Deu de ombros e dormiu, sem nunca saber o que tanto queria encontrar, ou o que afinal havia realmente perdido, talvez, para todo o sempre.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Owen Phillips&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-7685955231006148434?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/7685955231006148434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=7685955231006148434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/7685955231006148434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/7685955231006148434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/07/perda-do-sonho.html' title='A Perda do Sonho.'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TDIxGCzD6OI/AAAAAAAAACc/ulnkyHyug8g/s72-c/11497363.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-6756750115909852127</id><published>2010-06-02T19:38:00.001-07:00</published><updated>2010-06-02T20:37:07.936-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>O Vaso e a tempestade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TAci6LU6bvI/AAAAAAAAACU/0gnrnINDxOk/s1600/vaso_quebrado_2%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TAci6LU6bvI/AAAAAAAAACU/0gnrnINDxOk/s320/vaso_quebrado_2%5B1%5D.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478385854587760370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Era um vaso lindo, "porcelana", por certo, chinesa, "com certeza", "perfeito", "claro, foi uma fortuna, mas você mereceu". Os comentários iam deslizando como agrados pelo presente, todos se encantavam pelo novo objeto. Motivo, estética? Não, claramente diziam os elogios que queriam receber quando algo tão novo e belo viesse cair em suas mãos, pois como dizer algo de tão belo sem antes sequer, entender a sua função. Digo isso, pois o próprio vaso não serviria para arranjos de planta, a parte mais ao fundo era quase reto e o líquido ou terra que ali ficasse, por certo, não alimentaria muito mal uma planta. A planta, se crescesse, ainda assim, não poderia se expandir tal a finura da boca do vaso. Mas era lindo, como era lindo, ao menos todos diziam a sua beleza, eu agora tinha lá as minhas dúvidas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas, como na vida, tudo tinha uma função, esse não era diferente. A boca do vaso era tampada, como a própria caixa de pandora e talvez por isso a função de todo bom vaso havia sumido dele, não se poria nada em cima, já que a própria boca se encontrava selada. Guardei o vaso, deixei na parte mais alta e nobre da casa, aquela em que poderia ser visto por todos, admirado, desejado, invejado e até inalcançável. Tentei me lembrar de como pus lá o vaso, mas a memória falhava. Buscava essa recordação para que pudesse tirar de lá aquele velho vaso e limpá-lo, tirar as teias de aranha, abrir aquele gargalo e ver o que tinha dentro e quem sabe colocá-lo em algum lugar novo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Creio eu, que essa medida se devia muito a necessidade que eu tive de mudar toda a decoração da casa, ela tinha um ar soturno que sempre me encheu de energia, mas quis trocar a cortina, depois, para combinar, pus um novo carpete, então, percebi que nada mais combinava com nada. O pior, que toda a decoração anterior seguia o viés daquela porcelana cara que trouxe eu das minhas longas viagens por paragens mediterrânicas. Era a porcelana a primeira ter entrado e seria a última, por certo a sair.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Subi na escada, infelizmente ninguém dava-me apoio abaixo para subir nela, despenquei no chão e o nariz sangrou. Parei para cuidar dos feridos e tentei novas abordagens. Pensei em laçá-la, mas eu que sempre fui ruim com laços, cordas e toda a destreza física, pus a acertar coisas que não deveria. O vaso continuava incólume, perfeito em seu mar de teias e sujeiras. Pus almofadas espalhadas pelo chão e passei a minha nova tática: jogar pedrinhas, pequenas o suficiente para não quebrar o porcelanato fino, mas suficiente para desequilibrá-lo, levá-lo ao chão afofado pelas almofadas. Errei todas as minhas tentativas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Pensei, refleti, calculei, cansei. Abri a janela para observar melhor a tempestade que começava e observar os raios, esse espetáculo vivo de potência da natureza. Só que o vento trazido pela chuva, a força da tempestade, arrancou rapidamente as janelas frágeis que ali ficavam e me ajudavam a divisar mundo e casa. A chuva adentrava na minha casa com uma força descomunal, incontrolável, impenetrável, insana, porém, divertida. Divertida por que passei a ver as coisas esvoaçando e planos de decoração indo, literalmente, água abaixo. O som da chuva fazia sons vindo dos céus e eu recebia aquela potência completamente no peito. Não era um Deus louco, nem um vigia pelo desastre, era somente um eu levado por uma sensação incomum e para mim o natural era o incomum até então.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Como tudo, até a chuva passou, pus o que sobrou da janela no lugar, eu ainda precisava da janela e da porta para saber onde era o começo da minha casa e o início do mundo. Olhei para os lados e cortinas destroçadas, carpetes arrancados, quadros revirados. E eu mesmo, pouco poderia fazer para deter tamanha fúria ancestral, quase titânica, tive que deixar aquilo revirar todo o meu aposento. Acabei indo para a cozinha preparar um chá, mas acho que me machuquei com o caco de alguma coisa que estava no chão. Doeu um pouco para tirar, o pedaço era feio, fino, frágil e pude notar nele uma inutilidade ancestral, joguei fora, não preciso guardar cacos de algo tão velho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Owen Phillips&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-6756750115909852127?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/6756750115909852127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=6756750115909852127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/6756750115909852127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/6756750115909852127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/06/o-vaso-e-tempestade.html' title='O Vaso e a tempestade'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/TAci6LU6bvI/AAAAAAAAACU/0gnrnINDxOk/s72-c/vaso_quebrado_2%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-5518258752892166378</id><published>2010-05-11T19:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T00:22:37.146-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Aos primeiros passos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S-pW9Hnu9WI/AAAAAAAAACM/zYk60P3PgLA/s1600/arcano22.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S-pW9Hnu9WI/AAAAAAAAACM/zYk60P3PgLA/s320/arcano22.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470280305412601186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu havia aqui, bem antes, bem quando chego ao meu canto, um longo texto, facilmente biográfico, facilmente "diarístico". Só que havia esquecido sempre de manter em segredo tudo aquilo que se pensa ou faz. Essa é a terra da informação e uma vez que ela corra para dentro dela, sair dessa terra também o é muito fácil. Por isso, hei de dizer sim dos meus primeiros passos, mas farei de outra forma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dos primeiros passos seguiram-se uma afronta: um desejo de passar, de queimar etapas, para que a mim tudo viesse mais rápido. E vindo, sem a adaptação necessária que é feita pela graduação do mais fácil ao mais difícil, tendia eu ir ao chão, tombar. O primeiros passos são também as primeiras quedas. Por vezes, tantas quedas, seriam também as vezes em que o desejo de retornar aos degraus anteriores se fazia presente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falo sobre isso, pois, agora, sigo uma aventura, uma doce aventura. Tomado por uma febre enlouquecida, doença infecto contagiosa, ou algum bacilo, desejo seguir em frente, para além das fronteiras que se ergue como sendo a minha casa falada, para encontrar novos e bons ares. Isso dito assim pode parecer categórico, mas não se engane, é categórico. Não desvio de um caminho uma vez traçado, talvez seja a manha e a pirraça característica minha de um menino mimado, ou apenas uma determinação de fogo. Seja lá qual for, não volto e isso significa que novamente, como no meu passado e na minha história, que agora irei andar, sem nunca ter sabido como engatinhar, sem me sentir preparado para isso. Que venha os tombos, precavino-me com analgésicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S.: A imagem é referente a uma carta de Tarot, muito melhor do que qualquer imagem de pés andando, ou qualquer coisa do gênero. É isso que eu devo fazer e ponto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-5518258752892166378?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/5518258752892166378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=5518258752892166378' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5518258752892166378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5518258752892166378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/05/aos-primeiros-passos.html' title='Aos primeiros passos'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S-pW9Hnu9WI/AAAAAAAAACM/zYk60P3PgLA/s72-c/arcano22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-848826054245921096</id><published>2010-04-04T21:12:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T21:24:02.896-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Uma Carta para você</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S7lllSzeHkI/AAAAAAAAACE/KXS8fU4yDyw/s1600/carta_apresentacao_lembran_as_sonhos_eu_mazelado_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S7lllSzeHkI/AAAAAAAAACE/KXS8fU4yDyw/s320/carta_apresentacao_lembran_as_sonhos_eu_mazelado_.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456504114913353282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Eu que sou agora o mais antigo aqui guardado, espero ansioso que você sempre me resgate. Os anteriores a mim se perderam, ou mesmo, você teima em dizer que nunca existiram. Mentira, nesse vácuo escuro que perco as minhas partes, eu vi cada um deles sumirem. Alguns eu nem sequer cheguei a conhecer, existiram antes de mim. Creio que, o pior assassino nesse caso, é o tempo, que leva os meus companheiros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas não estou aqui para lamúrias, ou tristezas, eu preciso te dizer uma coisa. Eu realmente não existo sem você, infelizmente, sou tão ligado a você que uma simples negação da sua parte faz com que eu me abale. Existem, aqueles da minha espécie, que conseguem viver com muitos, mas eu sou tão frágil e, por vezes, para você, tão insignificante, que uma piscadela sua faz com que eu desapareça por muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Poderia ser inteligente e cruel, como alguns irmãos meus são (e alguns até fizeram isso com você), se eu te tortura-se demais, visita-se com freqüência, ou apenas dissesse que esse era o melhor dos tempos, aí eu viveria mais e mais. Assim eu viveria tanto dentro de você que eu passaria até mesmo ser você. Dúvida? Apenas experimente dizer algo sobre você mesmo que não acabe falando em um dos meus irmãos. Cuidado, melhor não, eu ainda quero estar aqui para terminar essa carta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Você não precisa me levar para passear no bosque, nem ao menos comprar um sorvete para mim. Nunca discutiremos a relação, sou submisso nesse ponto, o que você achar de mim, assim será. Eu não quero estar ao seu lado o tempo todo, viu? eu nem sou tão grude assim. A relação pode ser ótima, só preciso da sua permissão de que eu continue aqui e que você venha aonde estou, veja-me e depois pode sair. Eu também não preciso de delicadezas e educação, eu mesmo sou até um pouco grosso. Eu só peço: não se espante se algumas partes de mim faltar. Tenho que te dizer que o culpado foi você. Eu sei da minha rudeza e não pense em rasgar isso até eu terminar de escrever. Eu te conheço tão bem, que sei que faria isso na parte que mais te desagradasse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;No mais, eu só queria dizer isso mesmo. Visite-me um pouco, pode até ser nos sonhos, só não faça isso nos pesadelos, não se esqueça uma raiva sua pode acabar comigo. Se não fizer isso, um dia, pode achar que eu fui sonhado e desistir de mim e outro vai tomar o meu lugar. Eu nem iria chorar essa perda da separação, eu simplesmente sumiria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assinado: A sua lembrança mais antiga. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-848826054245921096?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/848826054245921096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=848826054245921096' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/848826054245921096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/848826054245921096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/04/uma-carta-para-voce.html' title='Uma Carta para você'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S7lllSzeHkI/AAAAAAAAACE/KXS8fU4yDyw/s72-c/carta_apresentacao_lembran_as_sonhos_eu_mazelado_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-2240989928966258406</id><published>2010-02-10T18:53:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T19:29:50.348-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Changeling'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Observações</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S3N5SdI9fMI/AAAAAAAAAB8/TWUJZHzpr-Y/s1600-h/dani-ilha-de-edicao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S3N5SdI9fMI/AAAAAAAAAB8/TWUJZHzpr-Y/s320/dani-ilha-de-edicao.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436822533133139138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A televisão ligada emitia imagens rápidas. O som que saia não era do interesse de ninguém. A criança, ainda pequena, se divertia sozinha com a sua mão, enquanto que a mãe preparava a janta antes que o marido chegasse do trabalho cansado. Uma casa pequena, uma vida pequena. Absorto a existência dessa casa o canal esforçava-se para atrair a audiência com matérias nem sempre interessantes, porém com ótimos efeitos visuais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- “Agora iremos com a reporte Sylvia Muller para uma série de reportagens sobre desaparecimentos na Inglaterra. Hoje veremos o caso dos parques ingleses.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O âncora do telejornal desaparece da televisão enquanto a gravação roda no estúdio. As primeiras tomadas tentam chamar a atenção com imagens de pessoas desaparecendo, em puro efeito “fading” a música calma e tranquila tenta transmitir um efeito melancólico. A atenção daquela família continua voltada para as coisas mais importantes, no caso da criança pequena brincar com a mão, e no caso da mãe vê se as batatas estão assando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- “O maior dos parques britânicos, o parque Richmond a cada ano que passa possuí cada vez menos visitantes. O motivo reside no fato dos desaparecimentos constantes. Só esse ano, no primeiro semestre já foram cem pessoas o número pode ser baixo, diante da população britânica, mas diante da estimativa de público de duas mil pessoas que se ‘arriscam’ no parque no primeiro semestre desse ano, é uma taxa bem alta.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A reportagem segue para uma próxima etapa descrevendo, com opinião de transeuntes, o medo que se segue por andar em um parque como aquele e como isso aflige a economia do comércio próximo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- O Richmon Park nem sempre foi conhecido por pessoas desaparecidas, mas antes, pela poesia, pela caçada a veados e por raros besouros que aqui vivem. Há poesias que deram origem a um movimento mundial, chamado de arcadistas aqui, que proliferavam a idéia de um retorno a um mundo natural. Porém, desde o final da década de 60, começaram a desaparecer pessoas e, hoje, o parque tem poucos visitantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A cena é cortada, a jornalista se encontra no que parece ser um escritório, ao fundo, o brasão de armas da polícia de Londres e um homem firme, com voz seca responde com exatidão as respostas da jornalista:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Sim, iremos em breve pôr postos da polícia no parque, assim como câmeras e policiais. O parque deve ser devolvido aos londrinos e não se tornar um local refém do medo. Em contrapartida, aqueles que forem desaparecidos serão reencontrados o mais breve possível. Pedimos que os familiares não se preocupem e tenham fé no nosso trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A repórter termina, caminhando na beirada de Richmon Park, a sua forma de falar que beira ao desespero termina com uma voz angelical com um ar de esperança e certeza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;As luzes do monitor, em cores miriáticas, formam o rosto anguloso do homem em vestes formais, enquanto que o outro, apreensivo e feliz, aquece as suas mãos em uma clara ação de excitação, baixinho que só, é a metade do homem ao seu lado. Quando os seus olhos pequenos procuram o homem que o ajudou na ilha de edição, só encontra as suas costas terminando o caminho em direção a porta para a saída da ilha de edição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Então, você não me disse o que achou. Creio que ficou bom e a próxima edição será sobre a região de Whitechapel, por mim será uma ótima companhia a sua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Ele não disfarçava a alegria e usava todo o seu argumento seguidamente para que o mesmo ficasse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A resposta veio seca:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Não, aquilo que eu deveria fazer eu já fiz, agora você termina o seu trabalho, tenho que ir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Os argumentos sumiam da mente do pequeno homem, ele tentava focalizar as possibilidades que poderiam prender aquele gênio no seu canal, mas esses não permaneciam por tanto tempo que pudesse dizer qualquer coisa. Desistiu quando o viu desaparecer por detrás da porta fechada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A comida está posta na mesa. A mulher aguarda ansiosamente que o marido chegue. Próximo das dez da noite, enfim, decide ligar:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Helen? Não, seu marido não veio trabalhar hoje não, pensávamos que estava doente. Helen?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Owen Phillips&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-2240989928966258406?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/2240989928966258406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=2240989928966258406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/2240989928966258406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/2240989928966258406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2010/02/observacoes.html' title='Observações'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/S3N5SdI9fMI/AAAAAAAAAB8/TWUJZHzpr-Y/s72-c/dani-ilha-de-edicao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-5281661171491339050</id><published>2009-07-07T22:01:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T22:12:25.166-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Questão &amp; Desgrenho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SlQqoYG_FJI/AAAAAAAAABQ/VWiiiS8fUuU/s1600-h/mochileiro1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 249px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SlQqoYG_FJI/AAAAAAAAABQ/VWiiiS8fUuU/s320/mochileiro1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355952730005247122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O peso poderia tê-lo deixado curvado, mas o seu peito e as suas costas ainda se mantinham retos, tudo por conta do costume. Tinha levado aquele peso por tantos lugares, que havia se acostumado, tanto o seu corpo, quanto a sua própria alma. Era um caminhante, mochileiro, jovem, desperto, alto. Nem belo, em sua juventude, nem estragado, pela sua viagem, mantinha a medida da marca do Sol sobre a pele, em um tom amorenado, mas mantinha também cabelos desgrenhados de quem os mantinha livres e ao sabor do vento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;De tantos lugares que havia passado, e olha que eram muitos, ele tinha posto as lembranças em suas costas, guardado pequenas quinquilharias, não enchia uma casa, mas enchia uma mochila. Mas voltando, de tantos lugares que havia passado, foi naquele lugar que ele decidiu parar, por uma noite e um dia inteiros. Havia disso, em tempos queria ficar por mais tempo do que o passar rápido, contínuo e pérpetuo de sua passada. Cansaço? Preguiça? Ou apenas um bom Turismo? Era tudo isso e muito mais, caminhar não dava tempo de apreciar paisagem e nem juntar quinquilharias, era nessas paradas que ele juntava a sua tralha e aumentava a sua bagagem. Não era o viajar que o preenchia, somente o viajar quando tivesse que por um determinado tempo ficar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Não havia como se perder ali, literalmente só havia duas ruas, uma de entrada e outra de saída. Todos se encontravam em duas vias e as duas vias tinham que se encontrar em uma praça. A praça era mais do que um shopping, era uma feira perene, um ato social. O mochileiro se espantava com aquilo tudo, era tudo tão pequeno: conseguia ver todos se cumprimentando , com pequenos acenos, palavras entrecortadas entre os dentes e é claro os olhares dos “nativos” diante do seu “invasor” visto como um moderninho. Ele já se acostumava, era assim em todos os lugares.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Durante a noite decidiu procurar uma pousada. Era a única do lugar, confortável como colo de mãe e quente como uma cama que se deitou durante toda a noite. Um lugar agradável, com senhoras e senhores que contavam seus causos, com a preguiça de quem não tem nada para fazer o dia inteiro. A noite podia ser melhor, é claro, tudo sempre pode ser melhor, mas não havia Lua alguma e a noite era mais sombria e profunda do que todas. Mas havia beleza até no mais profundo escuro e ele admirava assim como se assombrava com vultos que a sua imaginação criava aqui e acolá. Como aquele que andava, era um vulto, fruto óbvio de sua imaginação, logo aquilo iria se desvanecer, como a fênix negra, o homem no cavalo e a dama de duas cabeças com flores nos pés. Era sua imaginação preenchendo o escuro do seu mundo interior. Mas aquela sombra continuava a andar. Demoraria a se desfazer, para tanto só pensou em olhar para outro lugar, olha lá, um dragão lutando contra um anjo de asas negras (claro, tudo era negro, não poderia haver outra cor de suas asas). O homem continuava a andar e já estava na praça. Fruto de imaginação idiota, não sumia, concentrou em outro lugar, flores que se desfizeram em abelhas de contornos bizarros, escorpiões do tamanho de edifícios. O homem já estava na praça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Então aquilo não era sua imaginação preenchendo o vazio do mundo e do escuro? Ele prestou mais atenção, era um velho, procurava alguma coisa no chão, com movimentos de quem dizia que aquilo sempre estava ali e agora não mais se encontrava. Encontrou, um caixote e se apoiou nele, ergueu-se e agora parecia alguns centímetros mais altos. O mochileiro tinha que ver isso de mais perto. Não quis saber da hora e saiu aos saltos, pulos e tropeços. Fez mais barulho do que a sinfonia da gataiada do lado de fora. Estava na praça antes que o seu fôlego pudesse chegar com ele, contudo, ali por perto podia ouvir melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;“Não neguemos o futuro com a certeza do passado, ou a paz com a necessidade pelo conforto...” O que ele estava fazendo, questionou o mochileiro, quase dizendo aquilo em voz alta. Ele dava lições para o vazio, só havia ele ali e, pelo jeito, ele tinha começado sem nenhuma platéia. “Não façamos de nós meios daquilo que ainda estar por vir, sejamos o que estar por vi, nós mesmos”. Eram pérolas de sabedoria, ou tolices de um profeta lunático (seria mais lunático se houvesse Lua aquela noite). Eram declamações, orações, poesias e ele se espantava com aquilo. Ele queria saber mais, mais daquele homem, mais daquele profeta, ele queria entender por que fazia isso. E com tantos questionamentos, por momentos perdia a linha lógica que o velho louco dizia: “... e é esse o estranho para todos nós”. Que estranho? Do que ele estava falando. Devia prestar mais atenção, mas a situação era mais insólita conforme a sua atenção aumentava: o velho falava para o chão, com a cabeça abaixada, ainda assim gritando, como se falasse para os pés. Era sua platéia o dedão do pé? Ou falava como um que tem vergonha daquilo que mesmo diz. Era sábio ou louco? Louco ou cego? Cego sim, pois ele estava lá e mesmo assim ele não falava para ele. Não havia nada que prendesse o mochileiro, ou qualquer coisa que o fizesse sair dali. Estava frio, correto, mas aquilo não era um obstáculo, somente tornava ainda mais excitante a experiência que via. Estava frio e o homem usava trapos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;“A vida é somente a certeza da própria morte.” Como? Ele não tinha uma fala construída? Falava palavras soltas para causar impacto, mas a quem? Aos pés? A si mesmo? O chão, ou a ele, pois ele devia ter notado a sua chegada estabanada com todo o barulho causado. A sua resposta era uma atitude impassível ao frio, barulho, vento. Aquilo durou por cerca de meia-hora. Depois de tantas falas que o atingiram como coisas que nunca ouviu, ou nunca queria ter escutado. O homem, com o mesmo jeito tranquilo, puxou o seu caixote, pôs no mesmo lugar, olhando para o lugar ao redor e marcando, com o olhar, as suas referências, para não perder de novo. Foi quando já tinha tudo preparado que o cabelo desgrenhado surgiu em sua frente. Primeiro o cabelo, depois o rosto logo abaixo e um nariz que não parecia um nariz, mas um coração pulsante com dois furos, por onde saiam o ar. Ele correu e ele estranhava isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O mochilheiro não podia deixar escapar a chance, olhou firmemente nos olhos cercados por rugas, respirou fundo e disse sem antes mesmo de se apresentar: Por que? O que foi aquilo? Como? Quando começou? Quem é você? O que você quer com isso? Por que? POR QUE??? A última indagação soou muito mais como um grito de socorro de um naufrágo do que de um interrogatório. A sua resposta a aquilo tudo foi estender um braço abrir a sua mão e dizer: Prazer, pode me chamar do que você quiser, já perdi o meu nome há muito tempo e hoje tenho tantos nomes, quanto pessoas que eu conheço, ou conheci. Aquilo foi para ser simpático, ou era de alguma forma um sádico, que nem o próprio nome ele conhecia e, o que é pior, nem respondeu a sua pergunta. Pode também me chamar de qualquer coisa, se era para ser sádico, que o jogo fosse dos dois e não só dele. Desgrenho, eu te chamo hoje de desgrenho, seguido por um sorriso leve onde se mostrava o amarelo de dentes e grandes espaços entre eles com olhos fechados como se as maçãs do rosto tampassem os olhos. E eu te chamo de Questão, pois é isso que você me deixou aqui agora. Visivelmente o mochileiro não gostou nenhum pouco do nome dado, era desgrenhado sim, era um símbolo para ele do que ele próprio significava para si e não motivo para ser um nome, ou até mesmo motivo de zombaria, alguém zombaria a sua qualidade? Não, somente dos defeitos e o velho conseguiu o atingir em duas palavras, o que faria em seguida? Puxar uma arma?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Eu só quero saber o que foi isso? Com essa frase ele conseguiu resumir tudo que pensava e de forma clara sem que houvesse escapatórias. Isso foi uma aula, o velho louco Questão respondeu cegamente como se fosse um questionário simples. Então para que olhava para os pés? Aulas se dão para alunos, estudantes, raios que seja e não para o dedão ou o mindinho. Apesar do tom prepotente era muito mais a ansiedade pelo encontro insólito, do que uma falta de respeito e Questão entendia isso como se já tivesse visto isso antes. Para ensinar precisamos ter a humildade de olhar para baixo, pois dali que viemos e para lá que voltaremos. Charadas, era tudo que ele recebia em respostas as suas dúvidas, eram compreendidas, facilmente traduzidas. O mochileiro desgrenho se questionou quantas vezes a voz foi melhor projetada com o rosto para o alto e não com a cabeça baixa. E para quem você falava, o jovem perguntou rápido. A quem quisesse escutar, já que a boca foi feita para que as palavras sejam ditas, o meu papel eu faço. Agora, o ouvido foi feito para escutar e escuta e entende quem quer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Funcional, louco funcional era a sua resposta a visão daquele velho Questão. Mas não havia ninguém aqui, só eu, e você começou mesmo não tendo ninguém. O velho Questão olhou ele de cima abaixo procurando alguma coisa, não sabia o que. A sua resposta veio como uma pontada rápida e alta. O importante é não é que alguém escute, é que eu fale. Após isso, a sua saída foi tão rápida que o pensamento do Mochileiro Desgrenho não se atentou para que corresse atrás. Havia questões em sua cabeça? Sim, mas não sobre o velho, mas sobre o que falava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Aquela manhã acordou e saiu rápido, era para ficar até o término da manhã, mas já o tinha que veio buscar. Naquela manhã as costas doeram, a mochila pesava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Owen Phillips&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-5281661171491339050?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/5281661171491339050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=5281661171491339050' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5281661171491339050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5281661171491339050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2009/07/questao-desgrenho.html' title='Questão &amp; Desgrenho'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SlQqoYG_FJI/AAAAAAAAABQ/VWiiiS8fUuU/s72-c/mochileiro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-2434510605947630208</id><published>2009-06-25T20:21:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T21:31:21.845-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário'/><title type='text'>Michael &amp; Eu</title><content type='html'>Para dizer bem a verdade, eu nunca fui muito próximo a música. Tive vários problemas, simplesmente por aquilo que eu considerava a verdade e nela, estranhamente, não se incluía a distração. Porém, não é de verdade, sonho, ou ilusão que venho aqui, é pela memória. Eu sempre tive memórias antigas da minha infância e uma das primeiras relacionadas a minha vida foi a primeira música. Eu lembro, era um dia de Sol, havia camas e uma televisão, ainda em P&amp;amp;B e aquele cara dançava entre mortos. Ainda hoje a visão de Thriller parece meio enevoada. A memória, quando é muito antiga, tem aspecto de sonho, ou no caso, pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SkROOyS6RpI/AAAAAAAAABI/3Yhj3_GXv-I/s1600-h/michaeljacksonthrillergrande2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 186px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SkROOyS6RpI/AAAAAAAAABI/3Yhj3_GXv-I/s320/michaeljacksonthrillergrande2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351488273149216402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa memória parece ter sido o meu primeiro encontro não só com a música, mas com o mundo Pop, mundo esse que eu viveria entre farpas e beijos. Foi também a minha primeira e, por certo, a última vez (até os 12 anos) que eu viria um zumbi e não ficaria com medo. Foi a primeira vez também que eu me lembro de qualquer coisa. A morte dele, de Michael, foi a morte em si, para mim, de parte de uma época que eu não vivi, pelo menos não completamente. Michael, para mim acabou sendo outro, não de Billie Jean, Thriller, ou outra música, seria para mim sempre aquele cara que ia esbranquecendo até o clipe de 1992 em Black or White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no domingo, no Fantástico, que uma outra imagem se fixou na minha cabeça: Michael, o homem de Black or White, para muitas pessoas aquele seria o último sucesso dele, para mim, o único que eu tinha de forma clara e registrada. É óbvio que antes de Black or White haveria os jogos de michael, que foram bem jogado por mim no bom e velho Mega Drive, na casa de amigos que me deixavam divertir. Mas esse Michael era ilusório e só o de Black or White parecia mais “real” do que os outros. Depois desse encontro, fomos separados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Madonna, que eu aprendi a gostar através da sua reinvenção, Michael eu gostava meio que de graça, mesmo indo contra as idéias daquilo que ele tinha ajudado a criar, o mundo pop. Mesmo gostando, nos separamos, eu segui para a minha era de silêncio e ele a dele. Eu depois segui para a música de Rock e ele seguiu para o extreme pop music eletronic dammit fuck. Ainda assim, eu gostava do Michael, minto, continuo gostando. Eu tentava ficar contra ele quando ele se defendia contra acusações de pedofilia. Ele gostava de Peter Pan e eu amava essa historinha desde não sei quando. Eu me horrorizava com as suas deformações, mas eu acompanhei todo o seriado dele que passou na Globo. Eu nunca fui fã do Michael, mas eu sabia o que ele fazia. Não sei ao certo por que e hoje, no dia de sua morte posso dizer, nunca fui fã, mas sempre gostei daquela lembrança antiga enevoada que ele participou indiretamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-2434510605947630208?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/2434510605947630208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=2434510605947630208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/2434510605947630208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/2434510605947630208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2009/06/michael-eu.html' title='Michael &amp; Eu'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SkROOyS6RpI/AAAAAAAAABI/3Yhj3_GXv-I/s72-c/michaeljacksonthrillergrande2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-5864182077785632332</id><published>2009-05-09T00:15:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T00:23:26.945-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>O Ermitão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SgUvS3FAPMI/AAAAAAAAABA/5X6BfgLKWaM/s1600-h/TheHermit2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SgUvS3FAPMI/AAAAAAAAABA/5X6BfgLKWaM/s320/TheHermit2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333721334759308482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma neblina, mas podia ser qualquer coisa. O tecido que se fazia ao redor era tão intangível e inatingível quanto o ar vaporoso de uma névoa. Cercava e rodeava, mas em si não era só uma situação. Antes de uma situação, a certeza: A solidão é contrária ao homem. E com a certeza, a dúvida: E quando se admira e busca a solidão, deixamos de ser mais humanos? Pensamentos que corriam pela sua cabeça, enquanto os pés corriam na relva da noite. &lt;br /&gt; Ele tinha quisto por si só rasgar a mortalha do tecido social, andar só por entre os escuros bosques, as alvas pradarias e os largos desertos. Isso seria normal para um velho inútil para a sua tribo, ou um doente, que viraria um estorvo para toda a sua comunidade, mas era uma criança. Mais do que uma criança, era uma criança bela em seu rosto e bela em suas atitudes, representava, quase como um arquétipo daquilo que se buscava naquela pequena comunidade perdida no mapa: Bravura e doçura, carinho e violência, firmeza e maleabilidade. Todas as características antagônicas, já que uma pessoa não poderia ser uma pessoa só, mas deveria ser todas antes de ser uma. Ainda sim, quis, quis viajar, quis se ostracizar, antes mesmo dessa palavra ser cunhada.&lt;br /&gt; A briga deveria ser feroz, mas não foi. Todos sabiam que um exemplo deveria ser um exemplo, enquanto se mantivesse longe, assim a inveja não cegaria aqueles que observavam o exemplo, nem a corrupção acabaria com o arquétipo. A mãe, esse eterno ser cego das suas próprias atitudes e necessária em afirmar um padrão só dela, era a força contrária. Primeiro tentou convencer, mas os seus argumentos eram fracos diante da pedra irresoluta do pequeno menino determinado. Depois vieram as ameaças, que se originavam da doença e viajavam nos piores acordes de males possíveis. Por último foi à raiva, a mãe se tornou o cativeiro daquele que ela deveria proteger.&lt;br /&gt; Ele pensava nessa dúvida, a dúvida se era humano enquanto corria. Os seus pés enlameados eram salpicados pela terra úmida do pântano, a casa deixada para trás mantinha seus irmãos e mãe ainda sonolentos, em um sono sonífero e remediado. Quando a criança finalmente percebeu, o mundo acordava e a noite era deixada para trás. Naquele momento era um ermitão, viveria do que caçasse, beberia daquilo que tivesse por perto, fugiria dos predadores e dançaria quando quisesse com a roupa que melhor lhe coubesse e, quando sem roupa, nu sentiria a relva pinicante em sua pele.&lt;br /&gt; Conversou com plantas, bailou por cima da própria água. Quando cansou, tirou uma pestana um pouco antes do almoço. Comeu o doce mel, antes da carne cozida. Brincou, antes de procurar abrigo. Pulou. Ralou. Cansou. Beijou. Caçou. Tudo com a força de uma juventude que queria um mundo que a sua vila não o mostraria e nem poderia mostrar, já que nem mesmo sabiam que mundo era aquele. &lt;br /&gt; Nada dura: nem o brilho e nem o dia. &lt;br /&gt;A noite chegou com o peso das trevas a encobrir todos os caminhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a alegria e nem a coragem. &lt;br /&gt;Os sussurros da mata, que o cercava, diziam mais do que sussurros, afirmavam que era o jantar dos monstros da noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o desespero e o medo. &lt;br /&gt;O barulho do vento soprava e com ele um barulho peculiar de metal correndo pela força do vento. Aproximando-se, pôde enxergar a luz que cortava a noite: um velho lampião, ainda aceso, brigava com o vento para proteger a sua chama entre os cacos de vidro que sobrava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a vida e nem a morte sobrevivem por tanto tempo.&lt;br /&gt;O menino apanhou o lampião, pegou os trapos na velha carroceria daquela carroça tombada e, por último, instintivamente, lançou mão de um cajado, que serviria a ele marcar o tempo de sua vida, para que ele pudesse ser o pastor da ovelha que ele mesmo era.&lt;br /&gt; A criança não era velha, nem podia ser, o seu tempo de vida não marcou a sua carne com a putrefação característica, mas qualquer um que olhasse aquela figura encapuçada e detentora de um cajado diria: “Há, aí, um homem velho que precisa de cuidado”, ou até: “Coitado, doente e leproso, foi deixado para trás, que desumano”. Mas ninguém estaria certo, ele só cumpria o seu destino, ser um andarilho, um ermitão. Ser solidão, antes de ser vida, gente, velho, ou novo. Eram todos conceitos, ele só tinha se apropriado de um e sabia o que isso significava: caminhar por todos os caminhos e ser guiado só por si mesmo. Só abandonaria o cajado quando morresse em sua última busca. Sua estrada final era a casa, mas antes, era todo mundo e estrada que aparecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Owen Phillips&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-5864182077785632332?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/5864182077785632332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=5864182077785632332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5864182077785632332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/5864182077785632332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2009/05/o-ermitao.html' title='O Ermitão'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SgUvS3FAPMI/AAAAAAAAABA/5X6BfgLKWaM/s72-c/TheHermit2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-7961528971027801998</id><published>2008-12-15T18:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T09:00:36.957-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário'/><title type='text'>Dos sonhos não sonhados</title><content type='html'>Sonhos e Pesadelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certos sonhos que nunca sonhei, seja por que nunca tive a criatividade ou a audácia necessárias para tanto, o que inclui aqueles que eu mesmo não sei (ate hoje não sei que sonhos são esses) e aqueles como conquistar o mundo, criar um país com o meu próprio nome, mudar as leis da física ou experienciar toda a essência da vida. Seja sonhos que se materializariam como pesadelos para mim, mas são sonhos para outros, como: o encontro na rua de duas escolas de samba, conhecer a Disney (sério, nem quando criança) ou subir o Everest (eu amo montanhas, mas as pequenas ou as metafóricas). Pois, então, no meio desses sonhos impossíveis e os sonhos pesadelos realizei um nesses últimos dias. Mas antes, devo eu apresentar alguns pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma amiga escreveu que o envelhecimento não é amadurecimento (síntese da idéia). Eu acrescento que todo amadurecimento segue com a estabilização de algumas idéias. Envelhecer é necessariamente se firmar em algumas idéias e nelas definir algo tão indefinível quanto o ser, quanto o próprio eu. Essas definições não norteam apenas coisas como: “odeio abacaxi”, “gosto de vermelho”, “prefiro praia ao invés de montanha”. Essas escolhas também definirão coisas como se divertir, o que vai comer e quando fazer e com quem vai ficar em qual lugar. O problema da adolescência de saber aquilo que é, fica para trás e, com ela, talvez a possibilidade de conhecer pessoas de gostos diferentes daquilo que você escolheria para você mesmo. Findemos essa análise, já que dizendo que a velhice fecha as possibilidades de abertura para as novidades diz se tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aonde estive nesses últimos dias, para que eu tenha posto essas duas análises? A princípio elas não se comungam, mas antes deixa eu fechar as duas pontas. Por certo o envelhecimento retira do reino da possibilidade um infindável conjunto de sonhos, já que nossas escolhas irão se limitar e sem essas os sonhos possíveis acabam sumindo. Em última análise, a meu ver, morre-se antes com a própria rabugice, que por doenças. Sem vontade de viver sobrevém a sobrevida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aonde eu estive? Comecemos por um enigma. Eu fui aonde não estive, coexisti com aquela que eu não conhecia e nem direito vi, mas vi o que muitos invejaria e fui para estar com alguém que eu sempre amaria. Eu fui no show da Madonna, Custo? Somente o da paciência e de uma aspirina para dor de cabeça. Vontade de repetir? Nenhuma, mas sei que se a Cher vier ao Brasil eu vou odiar, mas irei, pois quero estar próximo nesses momentos importantes para quem eu acho importante. Ahh sim, também fui, pois foi de graça e de graça até injeção na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---X---X---X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim que eu cheguei perdido, estava só, triste e a quantidade de gente, repórteres (repórter não é gente?) e som me deixou temeroso. Rodei completamente o Circo Máximo e, é claro, todos os palhaços estavam fora fazendo as suas palhaçadas, pulando, afetando-se, desorientando, exibindo-se e enlouquecendo. Pus o capuz, mas queria uma capa de sombras para que eu rastejasse nas trevas e me tirasse de lá. Corri para a fila que eu deveria estar, mas a desorientação daquele que me orientava me fez gastar um tempo precioso, mas serviu para que eu, andando, fizesse algo para me acalmar. Depois de algum tempo descobri onde era, eu e o meu Sol fomos para a fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---X---X---X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se havia um ponto de discussão esse era a curva que a fila dava e nós éramos a sua prolongação. Nessa mesma fila conhecemos pessoas que se moverem de além dessas terras para conhecer uma única artista. Mas como tudo começou na fila, tudo terminou por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---X---X---X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos. Balbúrdia. Som. Escolhemos um lugar e o mais perto que ficamos, foi o mais longe possível. Durou muito tempo para mim, o meu tédio, a “música”, a dor causada pela batida eletrônica, dor essa que é a mesma daquele que come jiló o desprezando, tornavam a previsão de uma estadia por lá um verdadeiro inferno. As luzes se apagaram, o “M” se acendeu de roxo, o telão mostrou uma bola correndo e naquele instante meu corpo se esvaziou. O conteúdo saiu da forma como para escapar daquilo que o machucava, pois assim deveria fazer. Quando a música começou, eu não estava mais ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---X---X---X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você está coexistindo com a Madonna”. Essa foi a fala fatídica da Pedra que rogou uma praga, agoro, ou punição. Ela estava lá, dançava, cantava e tentava me hipnotizar. Poderia estar coexistindo com ela, mas também coexisto com a Pedra da Gávea, que vejo quase todo dia e se faz como marco para saber que estou perto do meu trabalho. A distância que eu tenho normalmente desse marco é a mesma que existia entre a Madonna e eu – corpo e o dobro dela com a minha alma, que minuto a minuto se desvanecia no espaço. Coexistia, mas não convivia, cooperava, comunicava. Enquanto todos dançavam, eu me encapuzava, fechava e me excluía. Definitivamente esse não era o meu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---X---X---X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela não tem o meu nome”.. Dentre muitas das músicas apresentadas uma que me chamou a atenção foi aquela que pude melhor traduzir. Ninguém é o seu nome, nem o artístico. A tentativa de se reinventar fez e faz parte da história dessa mulher e isso parece querer incluir o próprio nome que ela mesma inventou. Mas a sua reinvenção tenta levar não somente a alegria ao coração de muitos, ou o dinheiro para sustentar os seus filhos, ela tenta também levar uma mensagem ao mesmo tempo espiritual, política e moral. Se houve algum momento que me impressionou, foi esse: o de que todos cantavam a mensagem que não entendiam. Cantaram, dançavam, ouviram, mas por certo não entenderam. Não duvido da capacidade de compreensão de mais de 70 mil pessoas, mas sim da forma apresentada. Há um ponto que precisa de equilíbrio entre a forma e o conteúdo e, quando a forma supera a mensagem que deseja passar, ela, a mensagem, fica sem platéia que possa lê-la. Com certeza esse é o tipo de problema que tanto outras bandas, ou livros, ou publicidades, ou até filmes, ou documentários passam e cada um deles acha uma forma de fazer isso da melhor forma possível, a meu ver, Madonna não conseguiu fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---X---X---X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a distância final veio, a dor corpórea aumentou de sobremaneira a dor emocional. Veio a tontura, com ela eu sentei e se juntou a ela a cobrança, a pior de todas. “Você deveria estar ao lado da Pedra, por que você não ficou feliz? Deveria, para que ele fique mais feliz.” Dentre essas e outras frases perturbadoras, fez com que eu quase quebrasse uma das minhas antigas regras, a de não choras em público. Não importa, já estava feito, nessa hora eu tinha fugido para dentro de mim, um lugar que a dor não me alcançaria, nem ela e nem ninguém. Queria o mais rápido sair dali e sai. Mesmo no meio da multidão, segui o caminho para casa e com ela eu iria até um terço do caminho. Descansei e dormi só no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e hoje? Vivi um momento histórico para a cultura pop brasileira contemporânea, mas poderia não ter ido. Pergunto-me se aqueles que virem pela televisão não terão a mesma experiência que eu? Não coexistirão com a própria Madonna? Quem pode no mínimo olhar diferente foram aqueles da turma do gargarejo que viram a cantora perto demais. E eu? Eu não estive lá. Eu não fui ao show da Madonna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-7961528971027801998?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/7961528971027801998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=7961528971027801998' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/7961528971027801998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/7961528971027801998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2008/12/dos-sonhos-no-sonhados.html' title='Dos sonhos não sonhados'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-1678764732861525129</id><published>2008-11-10T21:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T21:02:19.427-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Uma reza aos esquecidos</title><content type='html'>Uma reza aos esquecidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu rezo com o som inaudível dos pensamentos&lt;br /&gt;Cerrando as pálpebras&lt;br /&gt;Abrindo o cárdio&lt;br /&gt;Metocárdio(?)&lt;br /&gt;Miocárdio&lt;br /&gt;Junto as mãos em nome de Deus&lt;br /&gt;Sacrifico seres em nome de Deuses&lt;br /&gt;Ajoelho a testa em nome de Alah&lt;br /&gt;Canto na noite para a Deusa que aqui está&lt;br /&gt;Choro por Pai e Mãe&lt;br /&gt;E clamo, quando o ardor e furor já se foi,&lt;br /&gt;Quando a experiência terminou&lt;br /&gt;Como o choro final da criança que soluça&lt;br /&gt;Um alegre caminho para toda a luta&lt;br /&gt;Das vítimas sem casa e sem culpa&lt;br /&gt;Do azar da terra inconformada&lt;br /&gt;Que aquece o seu forno inferno&lt;br /&gt;Desenformando pessoas&lt;br /&gt;Desinformando cabeças&lt;br /&gt;Quebrando momentos&lt;br /&gt;Derrubando monumentos&lt;br /&gt;E eu só rezando pela cura&lt;br /&gt;Dos que já se perderam e &lt;br /&gt;se encontraram&lt;br /&gt;Dos que já choraram e &lt;br /&gt;não acalentados foram&lt;br /&gt;Dos que já cairam&lt;br /&gt;e Levantaram&lt;br /&gt;Para que não parem de viver&lt;br /&gt;Para que não parem de tentar&lt;br /&gt;De tentar viver&lt;br /&gt;pois para eles...&lt;br /&gt;Eu espero que deixem de sobreviver&lt;br /&gt;Entre migalhas de esquecimentos&lt;br /&gt;Para viver todas as conquistas de um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Owen Phillips&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-1678764732861525129?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/1678764732861525129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=1678764732861525129' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/1678764732861525129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/1678764732861525129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2008/11/uma-reza-aos-esquecidos.html' title='Uma reza aos esquecidos'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-2478643497381819185</id><published>2008-11-10T20:19:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T21:36:02.479-08:00</updated><title type='text'>Diário de 2 corações</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SRkZAUHGt1I/AAAAAAAAAAg/m_bB98fdsGo/s1600-h/Foto+Cabo+Frio+Blogger+copy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 285px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SRkZAUHGt1I/AAAAAAAAAAg/m_bB98fdsGo/s320/Foto+Cabo+Frio+Blogger+copy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267268732375709522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II Dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o tempo passado não deu tempo para dar tempo a saudade, ou para sentir saudade da onde estavámos. Pior, todo o tempo foi pouco e demasiado corrido para qualquer um dos dois e a sensação da frustração mistura-se com o desprazer do pouco tempo passado junto e com o desejo de ter mais. Mas houve celebração, choro, vela, alegria, piada e fotos. Mas a viagem não terminou, pois nenhuma viagem realmente termina, reside na memória e no bem-estar do homem que verdadeiramente aproveitou o tempo que passou em um lugar diferente que permitiu que ficassem mais juntos aqueles que estavam separados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----X----X----X----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superados os problemas iniciais de estadia, os dois moverem-se, andaram por dunas de sonho. Caminharam por estradas, que para um deles levaria de lugar algum para lugar nenhum. E qual a surpresa que, ao final dessa estranha estrada, havia uma praia, um shopping ou até uma simples padaria. O papel de ambos estava bem definido: de um era ser um cego, o do outro de ser uma bússola; do primeiro era de abrir possibilidades, do segundo de curtir as mesmas; do primeiro de pedir, do segundo, por vezes, renegar. E nesse jogo de trocas passaram-se dois dias, duas noites, regadas há muita massa, bastante líquido, muitas declarações de amor e algumas visitas as praias: uma vez para ver o entardecer e as conchas; na outra para ver o nublado e a sujeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----X----X----X----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o final do primeiro dia de estadia e os dois sabiam que algo deveria ser feito. O jantar tinha que ser especial como a comemoração, não ao passado dos dois, mas a alegria de estar junto para um futuro em comum. O som tocou alto melodias que lembravam o passado em comum. A luz foi apagada para que as velas fossem a única coisa que iluminasse. A comida terminada. A mesa posta, os cheiros espalhados, então começou. A verdade foi dita em uma noite de lua encoberta, envergonhada de tudo aquilo que foi relatado. Veio o choro entre soluços, o sufocamento e, por fim, a calmaria de uma noite sem excessos, ainda que um dos dois estivesse esperando esse excesso no fim, ledo engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rememoro as últimas horas, as últimas pressas, os últimos beijos e o barulho da chave passando ruidosamente na fechadura. A porta estava fechada, local esse que tanto me assustou, quanto me permitiu gritar. Eu queria ter gritado mais alto, urrado e me debatido, no final o morno me matou. Veio a saída da casa, a corrida da espera e a espera morosa na parada de ônibus. No meio de beijos ardentes daqueles que se despedem eu queria dar o meu último fôlego de despedida para aquele local, para o meu amado. Só observei o amor alheio a nós e chicoteie-me com a visão da certeza última que aquela situação, a de um beijo em público, nunca aconteceria. Meu amado temia tudo aquilo que fosse vivo e animado, eu temia somente o invisível e o inanimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----X----X----X----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ônibus, estrada, o tempo está curto para cumprir as minhas obrigações, eu corro com a chama que não se apaga. Tenho que cumprir um destino manifesto, preciso construir um futuro, tempo esse que uma viagem como essa possa ser mais comum. Eu voltarei no início do ciclo solar. Anseio no fundo da alma que só eu e o meu amado, pois no fundo eu o quero no meu mais fundo ser, assim como o quero desbravá-lo a fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Owen Phillips&lt;br /&gt;Sentado na lesma com rodas, além de Tranquilo, próximo do Dever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-2478643497381819185?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/2478643497381819185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=2478643497381819185' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/2478643497381819185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/2478643497381819185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2008/11/dirio-de-2-coraes.html' title='Diário de 2 corações'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SRkZAUHGt1I/AAAAAAAAAAg/m_bB98fdsGo/s72-c/Foto+Cabo+Frio+Blogger+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3904606718804044778.post-3754856407705651971</id><published>2008-10-16T16:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T17:37:13.803-07:00</updated><title type='text'>O Ensaio de Viagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SPfd3y5DooI/AAAAAAAAAAY/ASR0VXwtCgg/s1600-h/Foto+pra+blogger.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Por vezes pode ser demorado o seu início, pois as pessoas se esquecem quando realmente inicia-se a viagem. Quando a pressa aperta, esperando que logo chegue o momento de estar em um lugar novo, ou a mesma pressa os faz tentar conhecer tudo de novo que o cerca nesse novo ambiente. Algumas pessoas, com esse espírito fast-food para viagem, quase um fast trip, acabam tendo que esperar umas novas férias para poder descansarem. Pior aqueles que levam trabalho à tiracolo em notebooks, pastas ou livros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acaba que a viagem nunca começa de fato, o descanso merecido parte junto com o sossego. Por certo toda viagem começa com o claro desejo de viajar, quando a pessoa imagina a sua estadia, alimenta uma ou duas esperanças para o seu espírito cansado. No entanto isso só existe como um desejo latente, uma potência para viajar. Mas quando se arruma as malas, compra as passagens e, por fim, entra no veículo (real ou não), que começa definitivamente a viagem. Esse veículo vai te transportar a um universo novo, longe da sua casa segura, do seu mundo organizado em prateleiras certas para garfos e pratos, varal correto para as suas roupas e redondezas familiares e toda essa transformação se transmutará em novidade para dentro de você de novidades que se tornarão fotos, lembranças, roupas novas, ou apenas diários virtuais. Depende de você desprender do ainda reino familiar estressante e de verdades coerentes para poder “curtir” uma viagem perfeita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da mesma forma essa escrita demorou muito para sair, esquivou-se da transcrição da minha cabeça para o papel a todo o momento, mas soube esperar o momento exato. Deixei que as coisas novas me inspirassem, que corresse o fluxo do tempo, fiz com que a arte da escrita tornasse um prazer, ao invés de um dever. O dever de sentir prazer pode ser a pior obrigação de todas, pois poucas são as pessoas submissas o suficiente para que possam ter algum prazer, quando são obrigadas, exceto, talvez, as putas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde quero chegar? Você leitor se questiona e eu aponto com o meu magro dedo indicador que é logo ali, um pouco antes do fim do arco-íris, em um lugar chamado tranqüilo (agora sem trema). Um lugar onde estou agora e que poucas pessoas vão, mas eu fui guiado até aqui. Guiado, mas não sem antes ter errado muito o caminho, escolhido os parceiros errados para a minha estrada e tropeçado em pedras, caído em abismos sem fundo(e olha, descobri que tinham fundo e eu podia escala-los) e me perdido &lt;st1:personname productid="em atalhos. Eu" st="on"&gt;em atalhos. Eu&lt;/st1:personname&gt; hoje fiz a minha viagem para tranqüilo (sem trema, que ótimo), descanso em seus braços e ele descansa nos meus e, por vezes nos cansamos de tudo e até de nós mesmos, pois hoje temos dois corações e um sentimento que bate junto em um compasso, eu diria, binário. Quanto a minha viagem, essa não acabou e hoje, como ontem, está sendo para mim UM DIA, esse sentimento é o maior companheiro para as mais loucas viagens. (Quem é o companheiro, traduza como quiser).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3904606718804044778-3754856407705651971?l=a-notherworld.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-notherworld.blogspot.com/feeds/3754856407705651971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3904606718804044778&amp;postID=3754856407705651971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/3754856407705651971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3904606718804044778/posts/default/3754856407705651971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-notherworld.blogspot.com/2008/10/o-ensaio-de-viagem.html' title='O Ensaio de Viagem'/><author><name>Owen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10192283088549871795</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TllP4O4FKEs/SPfd3y5DooI/AAAAAAAAAAY/ASR0VXwtCgg/s72-c/Foto+pra+blogger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
